O Atlético-MG garantiu vaga nas quartas de final da Copa do Brasil de forma dramática na noite desta terça-feira (4), ao marcar nos instantes finais da partida contra o Juventude. O lance decisivo gerou muita polêmica e revolta por parte dos jogadores da equipe gaúcha, que cercaram o árbitro logo após o gol alegando que o tempo regulamentar já havia sido encerrado.
Com o relógio marcando 48 minutos e 56 segundos, já nos acréscimos, Lyanco levantou a bola na área do Juventude. O árbitro Flavio Rodrigues de Souza já estava com o apito na boca para encerrar a partida, mas deixou o lance seguir. Três segundos depois, aos 48 minutos e 59 segundos, Alan Minda finalizou para o fundo das redes de Jandrei após erro da dupla de zaga no domínio da bola, decretando a vitória por 1 a 0 aos mineiros. Como haviam sido assinalados quatro minutos de acréscimos, ainda restava um segundo para o tempo determinado pela arbitragem, o que validou o gol do Atlético-MG.
Após a marcação, atletas do Juventude protestaram de maneira intensa, afirmando que o árbitro deveria ter encerrado o jogo antes da jogada que resultou no gol atleticano e que "ele já estava com o apito na boca", como é possível ouvir diversas vezes durante a transmissão do jogo.
No entanto, a marcação foi mantida porque, no momento em que a bola cruzou a linha do gol, ainda restava um segundo para o relógio atingir o tempo prometido pelo árbitro. Como a partida ainda estava oficialmente em andamento, o gol foi considerado legal, apesar da insatisfação dos jogadores do Juventude e das discussões que se seguiram após o apito final.
Agora, o Atlético-MG aguarda o sorteio das quartas de final para conhecer seu adversário na sequência da Copa do Brasil. A definição dos confrontos está prevista para a próxima terça-feira, 11 de agosto, às 11h (horário de Brasília), na sede da CBF.




