Em crise, departamento médico é questionado, mas Flamengo dá poucas respostas

Chefe do departamento chegou a conceder entrevista coletiva mas deixou mais dúvidas do que esclarecimentos

Se o Flamengo ainda busca se encontrar dentro de campo nesta temporada, fora dele a situação vai pelo mesmo caminho. Às vésperas do jogo da volta das oitavas de final da Copa Libertadores da América contra o Racing, o departamento médico do clube vive muitos questionamentos. 

A preparação física e o tratamento das lesões estão no olho do furacão, uma vez que a diretoria e a torcida não estão satisfeitos com os resultados apresentados. Internamente, o setor passou por um processo de mudanças mesmo no meio de uma pandemia e um calendário muito apertado. 

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Na última sexta-feira (27), em coletiva de imprensa, o chefe do departamento médico, Márcio Tannure, concedeu entrevista coletiva, assumiu a responsabilidade pelas mudanças mas soube explicar pouco o que vem acontecendo. A entrevista, inclusive, repercutiu mal internamente e o próprio médico não ficou satisfeito com seu desempenho. 

Não era de hoje que Tannure queria dar explicações, mas por vezes foi impedido por ordem de cima, que preferiam preservar o departamento médico nesse momento.

O clima no Ninho, entre os profissionais que trabalham na comissão técnica do clube é ruim, pois há grupos divididos. Funcionários que estão no clube há mais tempo reclamam de pouca valorização principalmente em comparação com os funcionários que acabaram de chegar. Há também uma linha de pensamento bem divergente dentro da mesma equipe. 

ATLETAS VOLTAM LESIONADO DAS SELEÇÕES

Tannure entrou em rota de colisão com Rodrigo Lasmar, médico da Seleção Brasileira, ao reclamar de atletas que voltaram lesionados e rebater o que disse Lasmar sobre a lesão de Pedro, quando apontou ser algo "pequeno". O médico do Flamengo, no entanto, disse que era de grau 2 divergente publicamente. 

Fato é que não apenas os atletas que foram para a seleção brasileira voltaram lesionados. O mesmo aconteceu com Arrascaeta e Maurício Isla, que ficou de fora do primeiro jogo contra o Racing por problemas musculares. Uma fonte ouvida pela reportagem apontou a diferença de intensidade como o principal fator para que os jogadores retornem dessa maneira. 

POUCAS EXPLICAÇÕES

Quando Domènec Torrent chegou ao Flamengo, o treinador ficou chocado com o que se deparou, uma péssima condição física dos atletas e pouquíssimas informações disponíveis. O catalão chegou a reclamar disso publicamente, mas Marcos Braz afirmou que os jogadores estavam bem. 

O discurso, no entanto, caiu por terra dentro de campo. Era visível que o Flamengo sofria muito fisicamente. Após a saída de Dome e a chegada de Rogério Ceni, o novo treinador se deparou com o mesmo problema: a condição física ruim dos atletas. 

As constantes mudanças e os diferentes métodos utilizados com os jogadores é um dos pontos determinantes para os problemas das lesões. Outro fator que atrapalha é que o clube não divulga a gravidade dos lesionados, deixando a cargo de especulações os prazos para recuperação. 

CASO GABIGOL

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Um dos problemas mais recentes do departamento médico do Flamengo é o caso Gabigol. O jogador saiu de campo no início do segundo tempo contra o Racing, com dores na coxa e fazendo o tratamento ainda no banco de reservas. Depois do jogo, a assessoria de imprensa do clube informou que faza parte do processo de retorno "gradual" e não deu mais detalhes. 

No último sábado (29), no entanto, o Flamengo informou que o artilheiro apresentava um desequilíbiro muscular e para evitar lesão seguiria o planejamento para o retorno quando estivesse 100%. O fato não agradou boa parte da diretoria e nem mesmo ao camisa 9.

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