Um dos destaques de um começo de temporada complicado para o Manchester United, o lateral Luke Shaw revelou como sua carreira esteve sob risco há cerca de três anos: ele por pouco não teve de amputar a perna direita, como ele mesmo conta, não fosse o pronto atendimento que recebeu na ocasião.
Em setembro de 2015, o jogador sofreu uma fratura dupla em uma partida contra o PSV Eindhoven, pela Champions League, que acabou retardando o progresso de sua carreira em Old Trafford - e prejudicou sua adaptação após estourar no Southampton, quando mais jovem. Hoje, no entanto, ele só tem a comemorar com suas atuações, que lhe credenciaram a receber uma nova chance do técnico Gareth Southgate na seleção inglesa, quarta colocada na última Copa do Mundo.
GOALO drama da lesão sofrida na Holanda acabou voltando à tona neste momento de recuperação para o atleta.
"Na época, eles estavam pensando em me levar de volta à Inglaterra", conta Shaw, em coletiva de imprensa. "Mas, se eu tivesse voado de volta, provavelmente teria perdido minha perna por causa dos coágulos. Na época, ninguém sabia o quão próximo eu fiquei de perder minha perna. Eu soube disso seis meses depois, quando o médico me disse.”
Durante o tempo fora das quatro linhas, nunca passou pela mente do jogador a intenção que o técnico José Mourinho teria em negociá-lo, embora a cobrança sobre o atleta fosse bastante forte e os rumores o colocavam longe do United a cada nova janela de transferências.
“Ele (Mourinho) teve um papel importante, mas eu também fiz muito para voltar ao time dele e ganhar sua confiança novamente", comemora Shaw. "Tivemos uma conversa antes da temporada e ele disse que queria que eu ficasse. Isso me motivou muito e, obviamente, voltei e joguei jogos na pré-temporada. Mourinho nunca quis me vender, apesar da frustração do Manchester United”, finalizou.

Shaw deve ser um dos nomes indo a campo nos próximos compromissos do English Team, que vai a campo no próximo sábado (8) diante da Espanha, pela Liga das Nações da UEFA, antes de receber a Suíça na próxima terça-feira (11), também em solo britânico.




