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Uli HoeneßGetty Images

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"Ele não consegue fazer isso": Uli Hoeneß volta a atacar um de seus desafetos favoritos

"Acho que a atuação da nossa equipe foi uma verdadeira catástrofe. Foi uma vergonha para o nosso país", disse Hoeneß em entrevista à RTL/Sky. A Alemanha caiu de forma surpreendente nos dezesseis avos de final, nos pênaltis, diante do azarão Paraguai.

O principal culpado é geralmente considerado o técnico da seleção Julian Nagelsmann, que nesse meio-tempo foi substituído por Jürgen Klopp. Segundo Hoeneß, porém, sobre Nagelsmann "já foi dito o bastante. Acho que ele não é o único culpado. Não estou disposto, agora que ele está no chão, a pisar em cima dele". 

Em vez disso, Hoeneß preferiu mirar Andreas Rettig: "Ele era diretor esportivo. Ninguém entendeu isso. Ele não consegue fazer isso. E que agora ainda possa continuar se arrastando até o fim do ano, embora vá parar então, ninguém entende."

Na verdade, Rettig não trabalha como diretor esportivo desde 2023, mas sim como diretor executivo de futebol da DFB. Seu contrato termina no fim do ano. Rudi Völler atua como diretor esportivo e também exercerá essa função sob o comando de Klopp.

"Völler e o presidente deveriam ter posto fim a esse absurdo"

Aos olhos de Hoeneß, Rettig aparentemente era responsável por supostos desdobramentos equivocados fora de campo, entre eles os debates sobre a concentração e uma presença supostamente excessiva das famílias. "Meu amigo Rudi Völler e o presidente (Bernd Neuendorf, nota da redação), a quem eu na verdade estimo muito, deveriam ter posto fim a esse absurdo", declarou Hoeneß.

"Que mulheres e crianças estejam em uma Copa do Mundo desde o início... quero dizer, isso é trabalho. E o muito dinheiro que todos nós ganhamos também é uma compensação pela falta de lazer. Entre nós se discutia que a concentração é assim ou assado e que em Chicago o café era melhor. O futebol é o fator decisivo e isso é um trabalho brutal e duro. Foi isso que senti falta na nossa equipe."

imago-sport-1080365591.jpgIMAGO

Per Mertesacker assume no início de 2027 no lugar de Andreas Rettig

Rettig se transformou nos últimos anos em um alvo preferencial de Hoeneß. Já durante suas diversas funções na DFL, no FC St. Pauli, no FC Augsburg, no 1. FC Köln, no SC Freiburg e no Bayer Leverkusen, ele havia sido criticado repetidamente pelo patrono do Bayern de Munique. 

Em 2022, por exemplo, Hoeneß telefonou ao vivo para o Sport1-Doppelpass e chamou Rettig de "rei dos hipócritas" no contexto da Copa do Mundo do Catar. Antes da Copa do Mundo de 2026, Rettig e Hoeneß travaram uma troca pública de farpas sobre críticas ao trabalho de Nagelsmann.

O sucessor de Rettig como diretor executivo de futebol a partir de 1º de janeiro será o ex-jogador da seleção Per Mertesacker. Hoeneß espera um "vento completamente novo" dele. "Fico muito feliz que Per Mertesacker assuma isso agora. Acho que, em primeiro lugar, ele faz comentários sensatos na televisão. Em segundo lugar, ele próprio jogou futebol em alto nível. Em terceiro lugar, comandou a academia do Arsenal por oito anos. Se ele não consegue, quem consegue?"

Enquanto isso, Hoeneß alertou contra expectativas altas demais em relação a Klopp e criticou sua "friendly takeover" na DFB. Hoeneß também criticou o presidente da FIFA, Gianni Infantino.

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