O ex-executivo de futebol do Santos, Edu Dracena, soltou o verbo contra o presidente do clube, Andres Rueda. O dirigente revelou que o mandatário vetou o nome de Dorival Júnior, campeão da Copa do Brasil pelo Flamengo, em uma tentativa de contratação.
"Quando o Carille acabou saindo do Santos, meu primeiro nome não era o Fabián Bustos. Era o Dorival Júnior. Eu liguei para ele e estava confiante, mas o presidente [Andres Rueda] disse que, enquanto ele for presidente do Santos, Dorival não colocará os pés do clube. Não sei o motivo. A partir dali, criamos vários nomes e tínhamos o Fabián Bustos e o Renato Paiva", disse à Rádio 365.
"Entrevistamos esses dois e eu, como parte técnica, analisei e meu nome não era o Bustos, era o Paiva. Mas o Santos tem Conselho de Gestão. Votaram pelo Bustos, por ser mais barato. Não que ele não seja bom treinador, até me surpreendeu bastante no dia a dia. É trabalhador, mas todos os treinadores são teimosos e às vezes é para fazer o simples. Falei que o futebol brasileiro é diferente, mas nunca disse para colocar esse ou aquele", completou.
Magoado com a forma de trabalho adotada na Vila Belmiro, Dracena diz que não voltaria ao Santos por causa da atual gestão, mas reforça o carinho pelo clube.
"Pela maneira como o Santos é gerido, pode trazer qualquer executivo que não vai dar certo. Eles são executivos, eles tomam as decisões. Deixei vários legados dentro do clube. Quando chego, já na zona de rebaixamento, com toda a humildade e respeito, o Santos teria caído. Não é porque joguei, mas quando chego lá, os jogadores me viram como um porta-voz, eles se sentiram respaldados e confiantes. O pensamento era: 'se ele acredita na gente, por que nós não vamos acreditar?'. Não me arrependo de ter ido ao Santos, ter retornado ao clube. Mas pelas pessoas, não faria de novo", afirmou.
A passagem de Edu Dracena pelo CT Rei Pelé durou oito meses. Ele deixou o clube em julho deste ano, pedindo demissão logo após a eliminação para o Deportivo Táchira, da Venezuela, na Sul-Americana.


