Diretoria do Flamengo não vê Domènec Torrent como único culpado por vexame

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Apatia do time diante do Del Valle na goleada por 5 a 0 chamou a atenção para um problema já previsto no clube

A derrota sofrida pelo Flamengo por 5 a 0 para o Independiente Dell Vale na noite da última quinta-feira (17), pela Copa Libertadores, foi vista in loco por todo o departamento de futebol. Além do presidente Rodolfo Landim, o vice-presidente, o diretor e os três membros do conselho estavam presentes em Quito. 

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Se há um consenso de que foi uma vergonha, há também o consenso de que Domènec Torrent não é o único culpado. A apatia do time, que foi colocado facilmente na roda pelo adversário, trouxe esta confirmação. O Flamengo não é mais a mesma equipe que acreditava em todas as bolas.

Quando Jorge Jesus deixou o clube em julho, uma das grandes preocupações da diretoria era que o elenco perdesse o foco no projeto, uma vez que o português era o cabeça do plano de retornar ao Mundial de Clubes. Os questionamentos seguiram com a intensificação de sondagens e até ofertas recebidas por alguns jogadores.

Para se ter uma ideia, recentemente, o Flamengo negou propostas oficiais por Everton Ribeiro, Arrascaeta, Vitinho e resistiu às investidas do Benfica em Gérson e Bruno Henrique. A diretoria vem se virando como pode para não perder mais peças importantes da equipe. 

Mas na última semana um recado interno foi dado: quem não estiver satisfeito e quiser ir embora é só apresentar uma proposta dentro dos valores pedidos pelo Flamengo. Caso contrário, vai ter que seguir cumprindo contrato. 

SITUAÇÃO DE DOMÈNEC TORRENT

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No início conturbado, Domènec recebeu respaldo da diretoria e uma mudança neste momento é considerada muito difícil. O Flamengo não vai retornar ao Rio de Janeiro e fica direto no Equador para o confronto contra o Barcelona de Guayaquil, que não somou nenhum ponto em três rodadas da fase de grupos da Copa Libertadores. 

De certa forma, sem imprensa brasileira no país por conta de protocolos de segurança, o time estará blindado, ao menos até o jogo de terça, de questionamentos mais duros e presenciais. 

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