Uma onda de indignação tomou conta da seleção inglesa e de seus torcedores nas redes sociais, depois que o árbitro francês Clément Turpin não marcou uma falta clara contra o atacante Harry Kane segundos antes de a Noruega marcar o gol que a colocou na frente nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026, no Hard Rock Stadium, em Miami.
Aos 36 minutos, o meio-campista norueguês Patrik Berg entrou com força em Kane, mas Turpin indicou que o jogo continuasse. A Noruega aproveitou a oportunidade e Andreas Schildrop chutou um cruzamento fulminante que se alojou no ângulo superior da trave de Jordan Pickford, dando aos vikings a vantagem de 1 a 0.
Os jogadores dos Três Leões protestaram veementemente contra a decisão, mas o Vídeo-Árbitro Assistente (VAR) não interveio para rever a jogada, o que gerou amplas questionamentos sobre os critérios de arbitragem na competição, especialmente porque o técnico alemão Thomas Tuchel já havia descrito Turban anteriormente como um árbitro de “quinta categoria” em 2023, após a partida entre Bayern de Munique e Manchester City na Liga dos Campeões, dizendo: “Dou a ele nota 1/10, o desempenho dele foi péssimo, é inacreditável nesse nível”.
“A competição é manipulada”... Acusações nas redes sociais
O jornal britânico “The Sun” informou que as redes sociais explodiram com uma onda de acusações de que a competição seria “fraudulenta” e “manipulada”, com um torcedor escrevendo na plataforma “X”: “O jogo entre Noruega e Inglaterra foi encerrado e eu saí. Isso é um comportamento inadequado e um insulto à inteligência dos torcedores. Este campeonato é fraudulento; Kane sofreu uma falta 100% clara.”
Outro acrescentou: “Falta contra o Kane antes do gol da Noruega. VAR? Gol. Posso afirmar com toda a certeza que o torneio está manipulado a favor da Argentina para facilitar seu caminho até a final passando pela Noruega”.
E um terceiro comentou: “Meu Deus, foi marcada uma falta contra o Kane, a Inglaterra foi prejudicada, este campeonato está viciado a favor da Noruega”.
Os torcedores associaram o incidente a um caso semelhante na partida entre Argentina e Egito nas oitavas de final, quando o VAR anulou um segundo gol do Egito aos 58 minutos, marcando uma falta de Marwan Attia contra Lisandro Martínez, antes de a Argentina se recuperar de uma desvantagem de dois gols para vencer por 3 a 2, o que reforçou as suspeitas sobre o duplo padrão na arbitragem.
Bellingham salva a Inglaterra apesar da polêmica
E, apesar da indignação generalizada, Jude Bellingham conseguiu empatar para a Inglaterra no primeiro tempo com um chute magnífico no canto inferior, antes que os Três Leões escapassem de um perigo iminente quando Turban anulou um gol da Noruega marcado por Torbjörn Hegim em um escanteio, alegando falta de Erling Haaland sobre Elliot Anderson — uma decisão que gerou controvérsia sobre o viés do árbitro.
Bellingham decidiu a partida com um segundo gol no início da prorrogação, garantindo à Inglaterra a vitória por 2 a 1 e a classificação para as semifinais, mas a polêmica arbitral continuou a ofuscar o resultado, com o aumento dos apelos por uma revisão abrangente do desempenho dos árbitros e da tecnologia de vídeo-assistência no torneio.
