Depois da polêmica, Superliga decide recuar: mas suspensão não é o fim do projeto

Em comunicado, a entidade rebelde deu passos atrás no plano que chacoalhou as estruturas do futebol

A ideia da Superliga Europeia, costurada por 12 dos principais clubes do Velho Continente (Real Madrid, Atlético de Madrid, Barcelona, Juventus, Milan, Inter de Milão, Manchester City e United, Liverpool. Chelsea, Arsenal e Tottenham) abalou de forma histórica as relações no futebol.  A intenção de criar um clube privativo, uma “liga dos super ricos”, causou revolta no mundo do futebol – de torcedores, passando por comentaristas e ex-atletas até a vários dos próprios jogadores dos clubes que lideraram o infame projeto.

E depois do anúncio no último domingo (18), seguido por toda a gigante repercussão contra e as desistências especialmente dos seis clubes ingleses, a Superliga recolheu o rabo nesta terça-feira e anunciou a suspensão temporária do projeto. Através de comunicado, foi dito que a ideia vai passar por um período novo de avaliações e lamentou-se a saída dos clubes ingleses, citando que a desistência dos mesmos veio por força de terceiros – citando indiretamente a FA, a Federação Inglesa, e o próprio governo britânico, que ameaçou sanções aos clubes de futebol participantes da Superliga.

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“Dadas as circunstâncias atuais, reconsideraremos os passos mais adequados para remodelar o projeto, tendo sempre em conta os nossos objetivos de oferecer aos torcedores a melhor experiência possível e potencias os pagamentos solidários para toda a comunidade futebolística”, cita a nota, que é praticamente uma repetição das palavras ditas um dia antes pelo presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, em sua desesperada defesa do projeto.

“Apesar da saída anunciada dos clubes ingleses, obrigados a tomarem decisões por causa da pressão sobre eles, estamos convencidos de que a nossa proposta está totalmente alinhada com a legislação e normativa europeia, como foi demonstrado por uma decisão judicial para proteger a Superliga de terceiros”, seguiu o comunicado.

“A Superliga Europeia está convencida de que o status quo atual do futebol europeu deve mudar. Estamos propondo uma nova competição europeia porque o sistema existente não funciona. A nossa proposta tem como objetivo permitir que o esporte evolua ao mesmo tempo em que gera recursos e estabilidade para toda a pirâmide do futebol. Ajudar a superar as dificuldades financeiras que atravessam toda a comunidade futebolística como resultado da pandemia”.

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