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Norway v England: Quarter Final - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

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"Decisão incomum" anula gol da Noruega... e Haaland paga o preço!

A alegria da torcida norueguesa se transformou em choque aos 55 minutos da partida das quartas de final da Copa do Mundo contra a Inglaterra, quando o árbitro francês Clément Turpin anulou o gol de Torbjørn Hegim, que havia dado à sua seleção a vantagem de 2 a 1 após um escanteio, após a intervenção do Vídeo-Árbitro (VAR), que detectou uma falta de Erling Haaland sobre Elliot Anderson antes da cobrança, em uma aplicação rigorosa das novas alterações nas regras do jogo.

O Conselho da Federação Internacional de Futebol (IFAB) anunciou, antes do início do torneio, sua aprovação do esclarecimento do protocolo do VAR para uso na Copa do Mundo de 2026, no que diz respeito a infrações evidentes cometidas pela equipe atacante antes do início da jogada em escanteios ou cobranças de falta, que afetam diretamente a marcação de um gol, pênalti ou sanção disciplinar.

A nova regra prevê a possibilidade de punir o ato de segurar ou empurrar um defensor dentro da grande área antes que a bola entre em campo, o que ocorreu quando Haaland empurrou Anderson, seu futuro companheiro no Manchester City após a transferência deste último do Nottingham Forest por 135 milhões de euros há algumas semanas, em uma cena que gerou ampla polêmica sobre o rigor da aplicação da regra.

Repetição do escanteio... uma nova realidade

Em uma decisão incomum, Turban, após anular o gol, indicou a necessidade de repetir a cobrança do escanteio, em uma aplicação literal das alterações aprovadas pelo Conselho da IFAB, que determinam que, caso a infração atenda aos critérios estabelecidos, o árbitro assistente de vídeo recomendará a revisão da jogada em campo, e, se o árbitro determinar que a infração ocorreu antes do início da jogada, será tomada a medida disciplinar adequada e o escanteio será repetido.

O Conselho acrescentou, em seu comunicado oficial, que o esclarecimento visa tratar de infrações evidentes que afetam diretamente o resultado da partida, em uma tentativa de alcançar maior justiça e transparência nas decisões arbitrais durante os momentos decisivos.

A “lei contra o Arsenal”

Na Inglaterra, muitos interpretaram essa decisão como uma “lei contra o Arsenal”, destinada a impedir o uso dos famosos telões utilizados pela equipe dos Gunners, comandada pelo técnico Mikel Arteta, que se tornaram fundamentais para um jogo extremamente eficaz em jogadas de bola parada, já que o clube londrino obteve grandes sucessos por meio dessa estratégia tática nos últimos anos.

Essa decisão polêmica é considerada um dos principais desdobramentos arbitrais da atual Copa do Mundo, colocando os árbitros e a tecnologia de vídeo-assistência sob um escrutínio mais rigoroso do que nunca, em meio ao esforço da Federação Internacional de Futebol (FIFA) para alcançar um equilíbrio entre a preservação do espírito do jogo e a aplicação da justiça arbitral.

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