Firenze, 31 de março de 2009: O Milan acaba de vencer a Fiorentina e o fim de uma era está prestes a se revelar, com o fim da carreira de Paolo Maldini que, há uma semana, se despediu da torcida do San Siro.
Poucos poderiam imaginar que, 12 anos mais tarde, um outro Maldini teria entrado no campeonato que conta sempre com a camisa rossonera: o filho do ex-capitão, Daniel Maldini, reescreve a história de uma das mais bem-sucedidas dinastias do futebol mundial.
Por antecipação da sexta rodada do campeonato, o técnico Stefano Pioli deu espaço a jogadores reservas tendo em vista o compromisso com o Atlético de Madrid pela Liga dos Campeões: entre eles Daniel Maldini, titular no 4-2-3-1 como meio-campista central ofensivo atrás do único atacante Giroud.
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Depois de 13 anos do pai Paolo e 60 após o avô Cesare, um outro Maldini marcou um gol na Série A. A terceira geração é uma realidade, determinada a levar os "rossoneri" a um lugar importante.
Se trata de uma verdadeira volta ao passado, um ressurgimento de recordações que levam diretamente àquele 31 de março de 2009 citado na abertura, última data em que um expoente da família Maldini jogou de titular um jogo profissional do campeonato italiano.
Após o gol decisivo contra o Spezia, Daniel foi substituído no segundo tempo: um bom jogo, com a cereja do gol antes da troca, com Bennacer em campo.
"Foi uma emoção fortíssima, ainda melhor pelos três pontos: ainda não caiu a ficha. Estava muito emocionado, meus companheiros e o treinador ajudaram muito. Foi uma partida muito difícil. Papai (Paolo) é exigente e me ajuda: justamente por isso é um pai", disse Daniel Maldini à "DAZN".
12 anos e quatro meses depois em relação a jogos e mais de 13 relativamente a um gol, um outro Maldini acrescenta mais um capítulo a um livro riquíssimo, com ainda muitas páginas em branco a preencher: Daniel vai colocar tinta, assim como o pai Paolo.





