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Bandeira do Cruzeiro na Arena Independência, 2023Thomás Santos/Cruzeiro EC

Cruzeiro quer encerrar parceria com a Adidas até o fim de 2023

O Cruzeiro não desistiu da rescisão contratual com a Adidas, fornecedora esportiva que tem contrato com o clube até dezembro de 2025. A diretoria de Ronaldo Fenômeno articula a saída nos bastidores desde o episódio em que a marca tratou o arquirrival Atlético-MG como o "maior de Minas", como soube a GOAL.

Não há uma cláusula no contrato que permita a quebra do vínculo por causa do ocorrido, mas a diretoria se incomoda bastante com a situação e usa o caso como o principal fator para tentar o fim do compromisso.

O desejo do Cruzeiro é que o contrato seja encerrado até o fim de 2023 — inclusive, já foi feito um pedido de rescisão contratual à empresa. A Adidas ainda não acatou a solicitação feita pelo clube, mas entende que é possível a ruptura do vínculo dois anos antes do prazo determinado.

A diretoria de Ronaldo Fenômeno entende que o episódio envolvendo o arquirrival Atlético-MG foi a gota d'água de uma relação bastante desgastada. Entretanto, estudou as minutas contratuais e percebeu que é impossível uma rescisão unilateral neste momento.

A GOAL apurou que o contrato tem alguns pontos para rescisão unilateral e com previsão de pagamento de multa. O Cruzeiro pode quebrar o contrato, por exemplo, se não houver entrega de materiais no prazo acordado, seja para venda em lojas oficiais ou para uso do departamento de futebol. A ausência de materiais para a venda atrapalharia o repasse de royalties, única forma de pagamento estabelecida no acordo.

A Adidas pode optar pela rescisão, recebendo valores rescisórios, se o Cruzeiro licenciar materiais esportivos a outras empresas. Neste caso, se outra marca assinar um material com autorização do clube.

Curiosamente, em dezembro de 2021, quando a Adidas entrou em acordo com o Atlético-MG para assinar os materiais do clube a partir de julho do ano seguinte, houve uma conversa com a então diretoria cruzeirense, que foi avisada sobre a relação com o arquirrival. Para que houvesse equanimidade, a Raposa passou a ter um contrato idêntico ao do Galo.

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