O Cruzeiro prevê uma redução de R$ 35 milhões por ano na folha salarial com as mudanças feitas no departamento de futebol. O técnico Vanderlei Luxemburgo, o goleiro Fábio e outros atletas deixaram a Toca da Raposa II nos primeiros dias de 2022 por causa dos valores estabelecidos em contratos anteriores. Os números eram considerados incompatíveis com a nova realidade financeira.
A diretoria conseguiu diminuir os gastos com salários no esporte depois de rescindir contratos e evitar a renovação de outros. Ronaldo Fenômeno e sua gestão planejavam 60% de corte nos custos ao assumir o clube. O ex-jogador ajusta algumas saídas para colocar em prática o que quer. Ele conta com auxílio de seus pares, Paulo André e Pedro Martins.
O clube ainda promoverá novas saídas e reduções salariais nos próximos dias — jogadores e funcionários ligados ao futebol terão que se adequar à nova realidade financeira, ou podem deixar a Toca da Raposa II.
Ainda antes da apresentação do elenco, comandado por Paulo Pezzolano, o clube já havia entrado em acordo com alguns nomes que receberiam salários elevados na atual temporada. O goleiro Jaílson, os laterais Pará, Joseph e Raúl Cáceres, o zagueiro Ramon, o volante Henrique e o meia Fernando Neto já haviam acertado sobre suas saídas. Junto deles, Vanderlei Luxemburgo e sua comissão técnica também foram comunicados sobre as suas saídas.
Além da economia com o grupo supracitado, houve também o adeus do goleiro Fábio após a apresentação do elenco. Somente com esses nomes, o clube garantiu uma economia que supera os R$ 25 milhões por temporada. Outros nomes aceitaram redução contratual, casos dos zagueiros Maicon e Sidnei, do volante Rômulo e do atacante Marcelo Moreno. Isso faz com que a redução anual da folha salarial se aproxime da meta imposta: R$ 35 milhões.
Em sua primeira entrevista coletiva após a aquisição do clube, Ronaldo Fenômeno destacou a questão financeira do Cruzeiro: "Assim que anunciamos a compra da SAF, começamos a mergulhar no que era o orçamento do ano do clube. E a primeira coisa que encontrei foi um orçamento de R$ 90 milhões, com uma receita de R$ 60 milhões que inclusive já estavam gastos".
"É realmente um valor que não bate. Não entra na minha cabeça o funcionamento de um clube assim. Aqui eu deixo já meu agradecimento especial a esses atletas que aceitaram renegociar o contrato entendendo a situação gravíssima do clube, e decidiram permanecer no clube para conseguir o objetivo maior. Mas ainda temos muito trabalho a fazer, muitos cortes a fazer ainda", acrescentou.


