O Chile vive dias de tensão devido aos protestos em massa na capital do país, nas últimas quatro semanas. Manifestações originadas por protesto contra o aumento no preço da passagem do metrô cresceram diante do descontentamento da população com a qualidade dos serviços públicos. Com o cenário político instável, o mundo do futebol também sofre com as consequências.
Nesta quarta-feira (13), jogadores da seleção chilena decidiram não disputar o amistoso contra o Peru, em 19 de novembro, em Lima, devido à crise social. Em nota, a A Associação Nacional de Futebol Profissional (ANFP) informou que a decisão foi tomada após reunião entre os atletas no Complexo Juan Pinto Durán, local onde o Chile se preparava para o duelo.
CAMPEONATO CHILENO
Um dos principais afetados foi o Campeonato Chileno que chegou a ser suspenso por três semanas consecutivas por conta dos protestos que deixaram mais de 20 mortos até então. A ANFP emitiu um comunicado no qual explicou o motivo para não ocorrer os jogos.

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"As autoridades político-administrativas e policiais do Chile disseram que as condições de segurança não estão garantidas para permitir o desenvolvimento normal de grandes eventos esportivos nos próximos dias"escreveu.
TIMES DO PAÍS
Sem poderem atuar e comovidos com as manifestações contra o governo, os times chilenos se uniram e enviaram mensagem por meio de uma nota. A Universidad Católica em conjunto com o Colo Colo e a Universidad de Chile escreveram pedindo "diálogo pacífico" no país.
JOGADORES DA SELEÇÃO
Desafetos na seleção do Chile Claudio Bravo e Arturo Vidal também se manifestaram acerca do atual cenário do país. Os ídolos da equipe nacional ressaltaram apoio aos manifestantes.
“Eles venderam água, eletricidade, gás, educação, saúde, aposentadoria, remédios, estradas, florestas, salinas do Atacama, geleiras, transporte para empresas privadas. Algo mais? Não vai ser muito? Não queremos um pouco de Chile. Queremos um Chile de todos”, disse o goleiro do Manchester City.
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Já o meio-campista do Barcelona pediu às pessoas que resistam. “Segurem-se no amado Chile! Os políticos têm que ouvir do povo como nos sentimos. As pessoas estão tendo dificuldades e estamos dizendo: pare! Vamos continuar em paz, por favor, sem violência, sem saques. Sem nos prejudicar”.
LIBERTADORES
Em meio os tumultos envolvendo as manifestações chilenas, a Conmebol, entidade responsável por organizar a Libertadores, optou por mudar a final da competição entre Flamengo e River Plate, marcada para 23 de novembro, para Lima no Peru. A principio, o duelo seria disputado em Santiago.
Técnico do River, Gallardo chegou a afirmar que a partida poderia ficar em segundo plano, uma vez que a integridade dos chilenos era o principal: “Isso me inquieta, pergunto aos meus dirigentes sobre a situação, que é muito preocupante, não só para nós, mas também para o povo chileno, que está em uma situação muito complicada. Esperemos que possa se resolver, senão, que se tenha uma maior precisão de onde vamos ir”, disse.




