Dono de uma boa temporada pelo Dijon, da França, Naïm Sliti terá uma responsabilidade ainda maior na Copa do Mundo da Rússia: fazer uma campanha razoável com as cores da Tunísia.
Youssef Msakni, o grande craque da equipe nacional, se lesionou às vésperas da Copa do Mundo. Ele teve um problema no joelho e não se recuperou a tempo de viajar para a Rússia com os demais jogadores. O treinador teve que substitui-lo na equipe.
E a responsabilidade de ser o grande nome da equipe caiu no colo de Naïm Sliti. Até os companheiros de time sabem que ele tem a incumbência de conduzir os africanos durante o Mundial de 2018.
O futebol apresentado pelo Dijon, 11º colocado da Ligue 1, tem muito a ver com o desempenho de Naïm Sliti. Autor de sete gols e responsável por seis assistências no torneio que terminou com um título do Paris Saint-Germain, o atleta participou de 23,6% dos 55 gols de sua equipe na temporada 2017/2018.
Versátil por poder jogar pelos lados do campo e também como armador central, ele recebe elogios de seus companheiros.
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"Tem a vantagem de ser versátil. Ele pode jogar no meio e até na ponta. Mas é como camisa 10 que eu o considero melhor", disse Oussama Haddadi, companheiro de time e seleção.
Olivier Dall'Oglio, técnico do Dijon, também enaltece a forma de jogo do craque da Seleção da Tunísia. Ele crê que o jogador, nascido na França e naturalizado tunisiano, é adepto do jogo coletivo.
"Naïm Sliti é, por vezes, muito altruísta, ele tem as qualidades para ser ainda mais eficaz", disse o treinador.
"Ele é um jogador técnico, muito bom em espaços curtos. Parece que não está muito rápido, mas na verdade é um falso-lento. Ele também é capaz de evoluir na ponta. Eu até acho que ele pode melhorar na frente do gol", acrescentou.
