Depois de sete meses da invasão da Rússia à Ucrânia, que começou no dia 24 de fevereiro, o país ainda se encontra desolado pelos vestígios da guerra que assola o povo ucraniano. No futebol, é claro, as equipes sofreram as consequências óbvias do conflito que impediu o desenvolvimento normal da vida no Leste Europeu.
Um desses clubes afetados, foi o Shakhtar Donetsk. Conhecido por ser a equipe mais brasileira do futebol europeu, o Shakhtar está classificado no Grupo F, da Liga dos Campeões, ao lado de Real Madrid, RB Leipzig e Celtic, mas, mesmo assim, não pode disputar suas partidas em casa.
Abaixo, a GOAL explica como o clube tem se superado no futebol europeu.
Como a guerra na Ucrânia e o investimento russo afetaram o Shakhtar
Durante seis meses não houve futebol ucraniano. No mesmo dia 24 de fevereiro, a liga ucraniana foi interrompida, que, além disso, não tinha nenhum representante na Europa naquela época, já que todas as equipes haviam sido eliminadas nas diferentes fases de grupos.
Demorou seis meses, até 23 de agosto, para o campeonato ucraniano voltar à ação. Uma liga que está se desenvolvendo apenas nas regiões menos afetadas pela guerra ou que são consideradas mais seguras para receber um ataque russo: Kyiv, Lviv, Rivne e Zakarpattia. Razão pela qual o Shakhtar não está jogando em casa, muito menos na Liga dos Campeões, onde joga seus jogos em Varsóvia, na Polônia.
Embora sem dúvida, em nível esportivo, o que o Shakhtar mais foi afetado foi em seu elenco. A equipe costumava ser composta por um grande número de jogadores ucranianos e também muitos brasileiros. Bem, todos eles optaram por deixar o clube.
Entre o intervalo e o fato da Fifa ter permitido que eles assinassem com outros times durante a guerra, os brasileiros desembarcaram em outros países até que o Shakhtar ficou sem nenhum. Dentinho, Marlon, David Neres, Tete, Dodo, Pedrinho, Marcos Antonio, Vinicius Tobías, Fernando... todos eles deixaram o clube mais cedo ou mais tarde.
Agora, para a disputa da Champions, a equipe tem se superado e conta com um elenco montado com jogadores ucranianos, tendo apenas Lassina Traoré, de Burkina Fasso, entre os atletas.


