Por João Henrique Castro
Neste fim de semana começa, enfim, a decisão do Campeonato Mineiro. Após uma longa maratona de jogos pouco interessantes, que a Raposa tirou de letra enquanto o rival alvinegro teve vários percalços, mesmo em ma trajetória com vários erros de arbitragem a seu favor, Cruzeiro e Atlético-MG entrarão em campo para definir o campeão estadual de 2018.
Quando a bola rolar, porém, toda a trajetória na temporada até aqui ficará restrita apenas a vantagem celeste de ficar com o título caso haja um empate entre as equipes no placar agregado dos dois jogos.
Serão 90 minutos para cada um em seu respectivo estádio e diante de sua torcida em maioria e os mesmos 90 minutos para cada em situação inversa. Totalizando 180 minutos de um confronto que costuma produzir graves sequelas na equipe que termina derrotada.
Light Press/Cruzeiro(Foto: © Washington Alves/Light Press/Cruzeiro)
Tudo sobre o Campeonato Mineiro 2018!




É bem verdade que tanto Marcelo Oliveira, em 2013, como Mano Menezes, em 2017, conseguiram terminar o ano no comando do Cruzeiro mesmo sem vencer o estadual no primeiro semestre. Todavia, a conquista do Brasileirão em 2013 e a briga pelo G-4, além do título da Copa do Brasil em 2017, com campanhas sólidas desde o início do Brasileirão afastaram rapidamente a crise que costuma se estabelecer no lado que perde o Campeonato Mineiro.
E que em 2015, por exemplo, derrubou o então bicampeão brasileiro Marcelo Oliveira mesmo antes da estreia da equipe titular no Campeonato Brasileiro, independente da eliminação no estadual ter sido no apagar das luzes em um confronto em que a Raposa tinha um jogador a menos e em um lance após grave erro de arbitragem contra o time celeste.
Com a Libertadores como prioridade, a Raposa terá que conciliar a decisão com o confronto contra o Vasco no meio de semana pela competição continental. Tarefa dura e que colocará o elenco a prova. Como mostraram os títulos nacionais de 2013 e 2017, o estadual talvez nem faça falta ao fim do ano.
Mas levar a taça para Toca é, mais do que acabar com um incômodo jejum de três temporadas, manter o barco azul navegando em águas calmas.
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João Henrique Castro é professor, historiador e, obviamente, cruzeirense. Daqueles que sabe que nada brilha mais no céu do que as cinco estrelas que traz no peito. |

