Cícero foi o nome do Grêmio no primeiro jogo da final da Copa Libertadores. O meia que começou o duelo na reserva entrou no meio do segundo tempo e mostrou oportunismo ao marcar o gol da vitória sobre o Lanús, dando a vantagem do empate para o tricolor gaúcho no segundo duelo na Argentina.
Após o jogo, o atleta concedeu entrevista e comemorou o gol marcado na Arena do Grêmio, após ser contratado justamente apenas para jogar as partidas finais da Libertadores pelo tricolor gaúcho, após uma saída conturbada do São Paulo no meio da temporada.
"Você não sabe se chora, comemora, a família toda aí vendo. Vim para cá com contrato de risco, mas sabia de meu potencial. Não duvidava de mim mesmo. No intervalo vi que o jogo estava difícil. Pensei que não tinha vindo aqui por acaso, eu vim com um propósito. Quando vi ali a bola viajando para o Jael, essa bola eu costuma ir na segunda bola já e acabei sendo feliz e ela acabou entrando na hora certa" comentou o meia.
O duelo também foi marcado por grandes "confusões" da arbitragem, principalmente no fim do jogo por não ter marcado uma penalidade clara em cima de Jael. Assim como os demais jogadores, Cícero reclamou da atuação do árbitro que não teria adotado as mesmas medidas para os dois lados.
"A gente fica meio assim cara... eu não sei no lance do Ramiro. Eu não posso dizer porque não vi direito, mas no último lance o cara veio puxando o Jael. No meu primeiro lance ele me deu amarelo e o outro cara ele só foi dar amarelo quase três minutos depois. Eu acho que o futebol sul-americano tem que parar com essas coisas, a gente tem que fazer o jogo dentro de campo porque as vezes você fica até preocupado com o juiz, se ele vai pender para um lado ou não vai. Você fica naquela coisa... Então eu acho que o jogo tem que ser jogado dentro de campo. Ganhamos de um a zero, queríamos até ter feito o segundo, mas foi um jogo catimbado ali no final, mas é isso ai, Libertadores é desse jeito".
Grêmio FBPA/DivulgaçãoFoto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA/Divulgação
Com contrato até o fim desta temporada e sem poder disputar o Brasileirão pelo Grêmio, Cícero falou sobre a sua saída conturbada do São Paulo, mas afirmou que tudo ficou para trás e que agora está feliz no time gaúcho.
"Meus 14 anos de carreira falam por mim só. Por todo lugar que eu passei eu sempre fui feliz e o Renato conhecia também o meu potencial, sabia que eu podia ajudar ele e Deus sempre sabe o que faz. Todo mundo sabe, desde lá do São Paulo, que sou trabalhador pra caramba , isso daí ninguém pode duvidar, isso é coroado com trabalho. Então essas coisas ficam para trás e eu quero ser feliz aqui no Grêmio. Vim com o risco de jogar quatro ou seis jogos. Espero que seis jogos com esse Mundial, mas muito feliz com o gol de hoje".
Questionado se a sua atuação no jogo contra o Lanús é uma resposta ao São Paulo, o meia negou e afirmou que não foi culpado por nada na sua passagem pelo tricolor do Morumbi, apesar de tentaram arranjar alguém para ser crucificado.
"Não, isso não é uma resposta. Essas coisas acontecem naturalmente na vida. Você não tem que fazer uma coisa pensando em um lugar que não deu certo. O São Paulo quando me chamou de volta já sabia da minha índole e do meu caráter e por isso que voltei. Agora essa saída eu sai meio que sem entender, mas o futebol é assim. As vezes tentam arranjar um culpado, mas o culpado não fui eu não porque hoje eu estou sendo feliz aqui".
AFP/GettyFoto: NELSON ALMEIDA/AFP/Getty
Por fim, Cícero falou sobre o que espera no segundo jogo na Argentina, enaltecendo a força do Lanús na sua casa, mas também ressaltando que o Grêmio é forte também quando atua longe da sua torcida.
"A gente sabe que eles são fortes na casa deles. Já fizeram vários placares, mas a nossa equipe também consegue ser bem copeira fora de casa, jogar bem e espero que a gente encaixe o nosso estilo de jogo lá e possa nos consagrar com esse título".




