China discute subir de quatro para seis o número de estrangeiros por clube

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Getty Images

A Associação Chinesa de Futebol (CFA) passou a discutir nesta semana uma nova mudança nas regras envolvendo a inscrição de reforços a partir de janeiro de 2020. A Goal apurou que os clubes protocolaram um pedido para que o número de estrangeiros suba de quatro para seis.

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Caso seja aprovada, a alteração no regulamento vai liberar que cada equipe tenha o direito de relacionar até cinco "gringos" por jogo - deixando apenas um fora da lista. Hoje, apenas três são permitidos.

Na visão das principais potenciais do país asiático, a queda na quantidade de contratações de impacto de destaques estrangeiros, que tem o pagamento de altos impostos como grande vilão, fez cair o nível da competição e, consequentemente, o interesse do público internacional.

Há dois anos, vale lembrar, o governo chinês passou a cobrar um encargo de 100% sobre as contratações de atletas não-chineses por clubes que disputam a primeira divisão. Todo o dinheiro arrecadado começou a ser repassado para um fundo governamental, destinado à formação de novos atletas chineses e promoção do futebol local.

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Atualmente, 24 brasileiros jogam na elite chinesa: Paulinho, Anderson Talisca e Ricardo Goulart (Guangzhou Evergrande), Oscar e Hulk (Shanghai SIPG), Fernando e Renato Augusto (Beijing Guoan), Moisés e Roger Guedes (Shandong Luneng), Miranda e Alex Teixeira (Jiangsu Suning), Rafael Silva e Léo Baptistão (Wuhan Zall), Marcinho, Fernandinho e Alan Kardec (Chongqing Dangdai), Johnathan Goiano (Tianjin Teda), Ivo e Fernando Karanga (Henan Jianye), Marcão e Fernandinho Conceição (Hebei China Fortune) e Leonardo Pereira, Alan e Renatinho (Tianjin Tianhai).

Projeto a longo prazo

Aumentar o número de estrangeiros por clube também faz parte do projeto chinês de investir pesado em promessas brasileiras, com contratações de até 6 milhões de euros. A longo prazo, a ideia é naturalizar boa parte destes jovens, pensando no fortalecimento da seleção nacional.