Carille cobra agressividade de Pedrinho: 'Não é um atacante finalizador'

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© Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians
Técnico do Corinthians diz que não tem escalado o xodó da torcida por ele não ser tão "incisivo" no ataque do time

Durante o jogo entre Corinthians e Ceará na Arena Corinthians nesta última quarta-feira (3), um grito da torcida se manteve igual tanto quanto o jogo estava em 0 a 0 como depois do gol marcado pelos visitante: "Pedrinho! Pedrinho!".

A ausência do jovem atacante acabou não fazendo a diferença para a classificação do Corinthians, que passou de fase mesmo com a derrota, mas obrigou o técnico Fábio Carille a explicar após o jogo porque ele tem preferido usar Vágner Love aberto pelo lado ao invés de Pedrinho.

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"Com o Love tenho mais força de ataque, mais presença de área, coisa que estou brigando com o Pedrinho. Preciso que meus jogadores de lado sejam mais agudos. Os números mostram que o Pedrinho não é um atacante finalizador, ele é um meia que joga de lado", disse o treinador.

Mas apesar de ser considerado um meia pelo seu técnico, ele não entrou no jogo nem quando o time precisava segurar mais a bola e não entregá-la ao rival. Carille explicou assim porque preferiu colocar Ramiro no lugar de Sornoza: "Se eu coloco o Pedrinho em campo eu tenho a participação de um a menos sem bola. Por isso a entrada do Ramiro, um jogador que sabe fazer lado e prender bola".

Para o treinador, Pedrinho precisa unir a capacidade de jogar sem a bola, defendendo a lateral do campo, e a de ser mais incisivo quando tiver a posse. Ele cita Jadson no título do Campeonato Brasileiro de 2015 como exemplo, "ele era um meia que jogava de lado, mas fazia gol e entrava na área", concluiu Carille.

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