Gianni Infantino, presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA), enfrenta um desafio sem precedentes com o aumento dos apelos europeus para encontrar um candidato forte que concorra contra ele nas próximas eleições presidenciais, em meio a crescentes divergências entre ele e a União Europeia de Futebol (UEFA).
O site britânico “TALKSPORT” revelou intensas manobras por parte dos países membros da UEFA para angariar apoio a um candidato europeu capaz de competir com Infantino, depois que este último esperava ser reeleito por aclamação, sem concorrência real.
A crise do cartão vermelho acirra o conflito
A tensão entre o presidente da FIFA e da UEFA se agravou após a revelação de que Infantino recebeu uma ligação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedindo que ele interviesse para rever o cartão vermelho recebido pelo atacante americano Fularin Balugun na Copa do Mundo de 2026.
A UEFA divulgou um comunicado em tom severo, no qual acusou a FIFA de “ultrapassar os limites”, enquanto Infantino defendeu a independência da Comissão de Disciplina, que anulou a suspensão sem apresentar explicações suficientes, além de uma “avaliação pessoal”.
Quem vai concorrer contra Infantino?
Alexander Cheferin, presidente da UEFA, destaca-se como o mais forte dos possíveis candidatos, mas prefere permanecer em seu cargo atual e não pretende disputar diretamente com Infantino.
As federações da Bélgica, da Polônia e de outros países europeus tendem a apoiar Nasser Al-Khelaifi, presidente do Paris Saint-Germain, mas relatos indicam que ele não tem ambição de se candidatar; caso ele recuse, a Polônia apoiará Dariusz Miodowski, proprietário do Legia Varsóvia.
Fora da Europa, são citados os nomes de Victor Montagliani (presidente da CONCACAF) e Patrice Motsepe (presidente da CAF), mas o primeiro está focado em seu cargo atual, e o segundo prefere esperar até 2031.
O maior desafio europeu
O verdadeiro desafio que as federações da UEFA, que desejam derrubar Infantino, enfrentam é que seus planos ambiciosos de ampliar a Copa do Mundo para 64 seleções, em vez de 48, além de seu projeto de ampliar a Copa do Mundo de Clubes e transformá-la em um torneio realizado a cada dois anos, em vez de a cada quatro, contam com amplo apoio e grande entusiasmo por parte dos membros da Confederação Africana de Futebol, da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e do Caribe e da Confederação Asiática de Futebol.
Esses planos de expansão oferecem aos países pequenos e médios maiores oportunidades de participar dos grandes torneios e obter maiores receitas financeiras, o que confere a Infantino grande popularidade fora do continente europeu e dificulta a tarefa de qualquer candidato europeu que pretenda disputá-lo nas próximas eleições.
