
Por Rodrigo Calvozzo 

Aconteceu o que todos os brasileiros temiam, os belgas superaram a Seleção que agora arruma as malas e retorna para a sua casa. Normalmente, o título dessa coluna seria a frase mais ouvida pelas ruas e esquinas das grandes cidades. Não perdemos para um super time, mas tivemos um bom adversário pela frente que soube jogar e suportar a pressão durante uma boa parte da partida.
Diferente do que houve em 2006, 2010 e, principalmente, 2014, o sentimento não é de que perdemos quatro anos e que tivemos uma equipe apática dentro das quatro linhas. O trabalho foi bem executado, o planejamento foi feito dentro daquilo que se imaginava, mas futebol é um jogo onde apenas uma equipe pode ser vencedora. Parabéns para os belgas e bola pra frente.
LUIS ACOSTA/AFP/Getty Images
(Foto: LUIS ACOSTA/AFP/Getty Images)
Não se trata de conformismo, mas a sensação de que dentro do que poderia ter sido feito a comissão técnica fez. Um erro ali, um ajuste acolá até poderia mudar a história do time Canarinho neste mundial? Sim, mas de um modo geral temos que entender que não somos imbatíveis.
Não estamos diante de um desastre, muito pelo contrário. Uma boa semente foi plantada. Isso quer dizer que tudo está certo, tudo está perfeito? Não. Longe disso. Se dentro de campo as coisas estão seguindo um rumo promissor, fora dos gramados a situação é oposta. Jamais estivemos tão perdidos e desmoralizados.
SAEED KHAN/AFP/Getty Images
(Foto: SAEED KHAN/AFP/Getty Images)
É chegada a hora dos atletas e pessoas que realmente trabalham para o bem do esporte assumam as rédeas do futebol para que assim como Tite fez com a nossa equipe, tenhamos motivos para sorrir por ver que o esporte predileto dos brasileiros também está olhando para frente, através das mãos dos seus dirigentes.
Em quatro anos teremos uma nova Copa do Mundo e como estaremos em 2022? Espero que celebrando mais um título. Mas mais do que isso, espero que possamos bater no peito por perceber que essa paixão nacional tenha se reorganizado.
Cbf
(Foto: CBF / Divulgação)
Infelizmente hoje isso parece um sonho distante. Mas fica a torcida para que nosso Brasileirão, por exemplo, possa aos poucos se encorpar e ganhar moral assim como nossos jogadores tem por aí. Que vejamos as referências do futebol ditando os caminhos e quais modelos teremos nas próximas temporadas.
Que Tite sirva de exemplo por mostrar que o verdadeiro espírito do futebol ainda pode habitar no Brasil. Só precisamos que o trabalho que foi feito dentro de campo, aconteça também nos bastidores. Então, do lado de fora das quatro linhas, fora todo mundo. Abaixo tudo! Cansamos de levar de 7x1 dos cartolas e vimos que se colocar as coisas nas mãos de quem realmente entende, é possível que também tenhamos sucesso neste quesito.





