Hugo Bruce, técnico da seleção da África do Sul, não escondeu sua dupla decepção após a eliminação precoce da Copa do Mundo, com a derrota para o Canadá (0 a 1) nas oitavas de final do torneio, e pela perda do sonho de enfrentar o Marrocos.
A seleção canadense se classificou para as oitavas de final da Copa do Mundo e aguarda o vencedor do confronto entre Holanda e Marrocos, que se enfrentam na madrugada desta terça-feira.
O técnico belga revelou, na coletiva de imprensa após a partida, que seus jogadores aguardavam ansiosamente o confronto contra a seleção marroquina nas oitavas de final, com base em um histórico positivo nos confrontos anteriores entre as duas equipes, afirmando: “Era algo que todos nós esperávamos, mas a vitória sobre o Canadá era a condição prévia, e foi nisso que falhamos.”
Sobre as razões do fracasso, Bruce não se esquivou de reconhecer as deficiências, admitindo que sua seleção careceu de velocidade e de decisividade em campo, e alertou: “O futebol moderno vai além da habilidade; força e velocidade tornaram-se requisitos inegociáveis, e quem não as possui diante de um adversário que as possui paga um preço alto”.
O técnico se recusou a ceder a um sentimento de frustração total, afirmando que a classificação para as oitavas de final já foi, por si só, uma superação das expectativas: “Chegar às oitavas de final foi um milagre; não há espaço para uma verdadeira decepção”.
Uma mensagem aos clubes
E Bruce encerrou suas declarações com uma crítica contundente à realidade do futebol nacional, apontando para o enorme fosso entre o nível do campeonato sul-africano e as exigências da competição internacional: “Jogamos em um nível duas vezes superior ao do seu campeonato nacional, e a responsabilidade recai sobre os clubes, não sobre a seleção. Não basta comemorar a vitória do Sundowns na África quando o patamar internacional é muito mais alto.”
