O Benfica iniciou um trabalho de escolas de futebol no Brasil. Em parceria com o Coimbra, administrado pelo Banco BMG, o clube português tenta descobrir talentos no país. A ideia é replicar o modelo que já é feito na Europa e ajudou na descoberta de jogadores como Bernardo Silva, Gonçalo Guedes e Tiago Dantas.
Em novembro do ano passado, o Benfica celebrou um contrato de sete anos com o Coimbra para a criação de categorias sub-15 e sub-20. Três treinadores foram enviados ao centro de treinamentos do clube mineiro, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Eles têm a incumbência de avaliar jovens e indicá-los para uma possível ida ao Estádio da Luz.
"É muito cedo, mas já temos bons indicadores. Estamos em contato com os inúmeros parceiros que o Coimbra já tinha para fazer a captação dos atletas. Principalmente, na área do sub-15 e do sub-17. Temos boas esperanças que alguns atletas terão desempenho interessante", disse Miguel Reis, coordenador da rede de parceiros do Benfica, à GOAL.
O trabalho é semelhante ao realizado pelo Benfica em Portugal. Há mais de 60 escolas e academias de futebol espalhadas pelo país europeu com o intuito de revelar joias para as divisões de base do clube. O modelo adotado no Brasil deve ser expandido, com a criação de novas escolas de categoria sub-14.
"A nossa estratégia no Brasil passa por ampliar o número de parceiros. Como isso será feito? Tem o investimento que o Ricardo [Guimarães, proprietário do Coimbra] está fazendo nas instalações, na nossa parceria. A estratégia será um pouquinho diferente de fazer outro centro de formação de atletas. Estamos procurando parceiros no Brasil que trabalhem conosco a categoria de sub-14. Aí sim queremos multiplicar parceiros, em outros estados, para a captação de atletas até sub-14. É claro que eles não deixarão de nos ajudar com sub-15 e sub-20", explicou Miguel Reis.


