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Bando de Loucos: Um dia no Corinthians


Por Luís Butti, de São Paulo


O dia começa cedo.

Cinco, seis horas se tiver estrada para Sampa. Seis ou sete se for do Tatuapé. De Uber, Taxi, Metrô, carro, a pé, chegamos nós do Tour Casa do Povo para mais um dia de espírito corinthiano. Caso você tenha perdido a coluna do Basílio de algumas semanas atrás, ainda não me apresentei. Sou anfitrião do Tour da Arena Corinthians, e vou compartilhar com vocês como é o nosso dia na Arena.

Chegamos umas 8h, 8:30.

Arena Corinthians - 7/05/2017Fernando H. Ahuvia/Goal Brasil
(Foto: Fernando H. Ahuvia / Goal Brasil)

Antes mesmo da gente subir para o Quarto Andar onde se inicia o Tour, arrumamos tudo no primeiro. Sempre fico com São Jorge, a arruda e as camisas do vestiário, simbologia máxima da nossa história. Em seguida, unifilas, caixas de som, o PlayStation da recepção e a Taça da Libertadores, essa a mais difícil para levar.

Não ela. Mas a enorme caixa de madeira onde fica a taça.

Sempre auxiliada pela Juliana, que não quer colaborar dificultando o trajeto.

Não, Juliana não é uma pessoa. Juliana é o nome da carriola que levamos as coisas, pois a mesma não para de sambar quando empurrada. Samba, Juliana !

Tudo pronto, é hora de fazer magia.

Chegamos no Quarto Andar por uma porta de acesso ao Átrio e elevadores, onde, arrancando risadas da equipe, costumo dizer que é a nossa Portinha do Mickey.

Torcida Corinthians Chapecoense Brasileirao Serie A 13052017
(Foto: Alexandre Schneider/Getty Images)

Todo mundo imagina de onde o Mickey sai e para onde ele vai quando o passeio na Disney acaba e o Mickey manda o “Tchau, Pessoal ! e entra por uma porta misteriosa”. Confesso que me sinto o Mickey quando o Tour lota e o carinho é imenso.

Começam os Tours. Lá eu vejo acontecer o corinthianismo. Já vi gente chorar. Gente rir. Cantar, orar, gritar. Trazer cinzas do pai falecido. Letrinhas em madeira da bebê que ia nascer corinthiana.

Quando o Tour começa, eu sinto definitivamente que o Corinthians nos faz mais iguais.

Vem muita gente rica, muita gente pobre, muita gente de outros clubes.

Vez ou outra, um estrangeiro, característica que a cada semana aumenta substancialmente.

Muita gente de lugar que a gente nem imagina, de vários continentes.

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(Foto: Nelson Almeida / AFP/Getty Images)

Saímos. Entre um lugar e outro, uma foto, um suspiro, uma emoção. Lembro-me sempre das décadas antigas que nos fizeram gigantes. Incluo sempre história e DNA nos speechs (falas).

O nosso sucesso é quando o visitante reparte alguma experiência dele.

Viver um clube é fascinante.

Principalmente quando a gente descobre a alma dele escondida dentro da torcida.

Esse clube e essa Arena tem alma. E, a cada semana, fico mais íntimo dela. 


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