Após 26 anos, as torcidas organizadas dos clubes de São Paulo estão liberadas para levarem bandeiras com mastros para os estádios de futebol em partidas realizadas em território paulista. A decisão coloca fim a anos de tentativas para fazerem os adereços, presentes em jogos realizados em outros lugares Brasil afora, retornarem às partidas dentro do estado.
A proibição de bandeiras com mastros aconteceu em 1996, como consequência aos atos de selvageria, que terminaram em mortes, vistos durante um clássico entre Palmeiras e São Paulo na Copinha do ano anterior. Desde então os utensílios apareceram apenas em outras situações alheias ao jogo, como apresentações de jogadores.
A decisão de liberar as bandeiras com hastes aconteceu após decisão judicial proferida pelo juízo do Anexo de Defesa do Torcedor, do Juizado Especial Criminal, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP). Na esteira dos acontecimentos, a Polícia Militar de São Paulo (PM-SP) traçou a regulamentação de como deverá ser feito o ingresso das bandeiras nos jogos de futebol.
Limite de bandeiras
Dentro da regulamentação feita pela PM-SP, cada torcida organizada terá um número máximo permitido de dez bandeiras. E cada uma delas tem que obedecer a outras especificações detalhadas.
Material e tamanho das hastes
O mastro utilizado para segurar as bandeiras terá que ser feitos de bambu, possuindo um tamanho mínimo de seis metros e com no máximo oito metros de comprimento.
Outros detalhes
Além das especificações quanto aos limites de quantidade, tipo de material e comprimento, as torcidas organizadas terão que formalizar o pedido de uso à autoridade policial com, no mínimo, dois dias de antecedência do dia da partida. Feito isso, os materiais ainda vão passar por inspeção.
