Nesta sexta-feira (23), em evento chamado Galo Business Day, que durou cerca de quatro horas, a diretoria do clube mineiro passou a limpo a situação financeira atual e explicou o projeto futuro para equacionar grande parte do passivo.
O Galo fechou o exercício 2020 com aumento do endividamento em R$ 462 milhões, alcançando o total de R$ 1,2 bilhão. Mesmo assim, o balanço financeiro entregue ao Conselho Deliberativo traz o saldo positivo de R$ 19 milhões. Isso se explica porque a diretoria considerou um lucro de R$ 90,9 milhões que obteve com a venda de 50,1% do shopping Diamond Mall, para a construção do estádio próprio.
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O discurso da diretoria atleticana é de que, apesar do alto valor das dívidas, o clube possui um patrimônio maior.
“Temos R$1,3 bilhão de patrimônio contábil. Crescimento de R$ 481 milhões de 2019 para 2020. E não tem aqui a mais-valia dos jogadores. O que daria mais do que R$ 1,5 bilhão”, explica o diretor financeiro Paulo Braz.
Em 2020, o Atlético-MG chamou a atenção no futebol brasileiro pelo alto investimento em contratações de reforços em meio à pandemia. Pelo levantamento do clube, foram investidos R$ 253 milhões com a ajuda da família Menin, responsável pela agressividade do Galo no mercado da bola.
O Atlético-MG tem hoje um grupo colegiado, chamado 4Rs (Rubens Menin, Rafael Menin, Ricardo Guimarães e Renato Salvador), que ajuda a gestão do presidente Sergio Coelho.
Instagram / Rubens MeninRubens Menin, um dos mecenas do Atlético (Foto: Reprodução/Instagram)
Pelas explicações apresentadas no evento Galo Business Day, constata-se que o clube se mantém viável economicamente graças, principalmente, aos empréstimos, a juros zero, da família Menin. A dívida apenas com esses apoiadores chegou a R$ 330 milhões, além de outros R$ 105 milhões a família de Ricardo Guimarães, emprestados nos últimos 20 anos.
A preocupação financeira a curto prazo é referente a 42% (R$ 508 milhões) dessa dívida, que corresponde aos débitos em ações na Fifa, empresários e instituições financeiras. Sobre o futuro, o Atlético-MG traçou a meta de chegar ao fim de 2026 com a dívida total em R$ 341 milhões.
Para alcançar esse objetivo, a diretoria confia na redução de custos em todos os departamentos aliado a resultados esportivos, e lucros com o novo estádio próprio, a Arena MRV, previsto pata ser inaugurado no segundo semestre de 2022.
Entre os objetivos estão: R$ 200 milhões de teto na folha salarial anual, R$ 50 milhões em compras de atletas, R$ 120 milhões em vendas de atletas e que 33% do elenco profissional seja de revelações da base.
Sede administrativa
Com a construção do estádio próprio, o Atlético-MG fará a transferência da sede administrativa para o complexo da Arena MRV. Assim, o clube tem a ideia de capitalizar mais recursos a partir dos ativos imobiliários. O imóvel da atual sede administrativa fica no bairro de Lourdes, região nobre de Belo Horizonte.
Um outro projeto é a parceria em naming rights visando à modernização e visitação da Cidade do Galo, considerado um dos melhores centros de treinamentos da América Latina.


