Javier Tebas, presidente da Liga Espanhola (La Liga), um ataque veemente à Federação Internacional de Futebol (FIFA), descrevendo a decisão de anular o cartão vermelho dado ao jogador americano Folarin Balogun como “a ponta do iceberg de um modelo de governança que prejudica a credibilidade da FIFA e do futebol em geral há muitos anos”, em uma mensagem contundente publicada em suas contas nas redes sociais.
Tebas expressou sua opinião nas redes sociais sobre a anulação do cartão vermelho recebido por Balogun, que foi um dos principais assuntos polêmicos da Copa do Mundo de 2026, quando a FIFA anulou o cartão que ele recebeu nas oitavas de final contra a Bósnia e Herzegovina, permitindo que ele jogasse pela seleção de seu país, os Estados Unidos da América, nas oitavas de final contra a Bélgica; no fim, os “Diabos Vermelhos” se classificaram para as quartas de final após vencerem por 4 a 1.
Tebas afirmou, no início de sua mensagem publicada no site “X”: “O perdão da punição imposta ao jogador americano Balugon não é apenas um incidente passageiro ou um erro isolado; é simplesmente a ponta do iceberg de um modelo de governança que vem minando a credibilidade da FIFA e do futebol em geral há muitos anos”.
O presidente da Liga Espanhola continuou dizendo: “Quando as regras podem ser interpretadas ou alteradas conforme a necessidade; e quando as decisões mais importantes são tomadas sem um diálogo genuíno e sem acordo com as ligas nacionais e locais — que sustentam o futebol profissional 365 dias por ano, já que a grande maioria dos clubes e jogadores profissionais não participa de competições internacionais; e quando se impõe uma agenda unilateral sem ouvir os principais atores do futebol, o problema deixa de ser uma solução específica e passa a ser o próprio sistema”.
Tebas criticou duramente o mecanismo de tomada de decisões da FIFA, afirmando: “As conferências da FIFA são grandes espetáculos de consenso, sem qualquer debate real, e as decisões são tomadas antes mesmo do início da votação. Não há acordos com as ligas nacionais e locais; ao contrário, são aprovadas decisões que as prejudicam constantemente”.
O presidente da Liga Espanhola esclareceu: “O caso de Balugon não apenas confirma essa percepção, como é apenas a ponta do iceberg. Além disso, se as regras forem aplicadas de forma arbitrária continuamente, a confiança se esvaecerá. E sem confiança, não há credibilidade institucional”.
Tebas criticou o fato de que muitos no mundo do futebol ignoram a questão, afirmando: “E o pior é que muitos no mundo do futebol estão cientes disso, mas muitos preferem manter o silêncio, pois o silêncio é mais confortável do que defender a independência, a transparência e a boa governança”.
O presidente da Liga Espanhola de Futebol concluiu sua mensagem contundente dizendo: “O mundo do futebol merece instituições que prestem contas, respeitem as regras e governem com transparência, e não por meio de decisões unilaterais, discricionárias e arbitrárias, o que leva ao desgaste da confiança dos torcedores, dos clubes, das federações e dos jogadores”.
