Kyle Walker, ex-zagueiro da seleção da Inglaterra e astro do Manchester City, anunciou sua aposta definitiva na Espanha como vencedora da Copa do Mundo de 2026 amanhã, domingo, afirmando que a excepcional capacidade do país de manter a posse de bola e controlar o andamento das partidas o coloca à frente de todos os seus adversários, incluindo a Argentina.
Em declarações ao jornal britânico “The Sun”, Walker disse: “Apostaria meu dinheiro na Espanha para vencer a Copa do Mundo. O motivo é o domínio de posse de bola e a maneira como controla as partidas. Ninguém faz isso melhor do que ela”.
Apesar de sua confiança na Espanha, o jogador inglês ressaltou a dificuldade de descartar a Argentina devido à presença de Lionel Messi, dizendo: “Seria tolice descartar uma seleção que conta com um jogador tão grandioso quanto Messi”, mas previu que a Espanha conseguirá impor seu estilo e alcançar o mesmo resultado que obteve contra a França na semifinal.
A Espanha tem o DNA do Manchester City
Walker relembrou sua experiência no Manchester City sob o comando de Pep Guardiola, quando a equipe adotava um estilo semelhante ao da Espanha, afirmando: “Quando o Manchester City estava ganhando por 1 a 0, era muito raro perdermos o jogo. Acho que a Espanha tem o mesmo DNA”.
E acrescentou com uma franqueza notável: “Era esse o estilo de futebol mais emocionante? Não. Não éramos um time ofensivo tão fluido quanto o Liverpool, mas controlávamos as partidas. Às vezes, o futebol chato é o futebol vencedor”.
E continuou com um tom de pesar: “Acreditem, eu aceitaria jogar um futebol chato em troca de estar agora na final contra a Inglaterra e termos a chance de levantar a Copa do Mundo. Não me importaria com a forma de conseguir isso, desde que ganhássemos o título e colocássemos mais uma estrela na camisa”.
Rodri é uma versão de Busquets
Walker elogiou seu ex-companheiro no Manchester City e capitão da Espanha, Rodri, que vem sofrendo com lesões desde que ganhou a Bola de Ouro, afirmando que seu desempenho contra a França o trouxe de volta à forma que conhecíamos antes das lesões.
Ele revelou: “O que Rodri mostrou contra a França é o que eu via nele diariamente quando estava saudável. Seus números falam por si mesmos, e quando ele joga pelo Manchester City, em 9 de cada 10 partidas não perdemos graças à sua capacidade de controlar o jogo e ditar o ritmo”.
E acrescentou: “Ele joga no ritmo que lhe convém e me lembra muito Sergio Busquets na maneira como se movimenta e comanda o campo. Talvez não seja o meio-campista mais dinâmico, mas sua inteligência e sua leitura de jogo compensam isso”.
Cocoria, o pesadelo dos adversários
Walker também elogiou o lateral espanhol Marc Cucurella, considerando que jogar contra ele é um pesadelo para os adversários. Ele disse que o jogador “está em todos os lugares”, mas, ao mesmo tempo, é muito dedicado e cumpre suas tarefas com eficiência, ressaltando que seu objetivo na Copa do Mundo não é fazer amigos, e sim vencer os jogos.
Apesar de sua aposta categórica na Espanha, Walker afirmou que assistirá à final com tranquilidade desta vez, depois de ter vivido o nervosismo durante os jogos da Inglaterra, dizendo: “Não me importa realmente quem vai ganhar. É uma partida que posso sentar e aproveitar, em vez de ficar andando de um lado para o outro, nervoso”.
Ele considerou que a Espanha não apresentou seu melhor futebol durante o torneio, enquanto a Argentina passou por momentos de risco em algumas partidas, especialmente depois de estar perdendo por 2 a 0 para o Egito antes de virar o placar e vencer.
Arrependimento inglês
O jogador inglês reconheceu que a seleção de seu país sentirá algum arrependimento após a eliminação nas semifinais: “Quando você chega tão perto de chegar à final, é natural sentir arrependimento e um pouco de amargura. Eu gostaria de estar falando agora sobre a Inglaterra e torcendo para que ela finalmente cruzasse a linha final, mas acabou.”
