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Após o episódio de "traição" com Enrique, Coreia do Sul abre as portas para Moreno

A Federação Sul-Coreana de Futebol anunciou a contratação do espanhol Robert Moreno, de 48 anos, como novo técnico da seleção nacional, tornando-se o primeiro treinador espanhol a comandar a Coreia do Sul, em uma nova experiência do técnico catalão no cenário internacional.

A contratação de Moreno acontece após a saída de Hong Myung-bo do cargo, na sequência do desempenho decepcionante da seleção sul-coreana na Copa do Mundo de 2016, que terminou com a eliminação na fase de grupos, dando início então ao processo de busca por um novo treinador para comandar a equipe na próxima etapa.

A Federação Sul-Coreana pretende dar a Moreno a oportunidade de conhecer os jogadores e aplicar suas ideias ao longo de uma série de amistosos no outono, com sua missão começando oficialmente em setembro, nos confrontos contra Equador e Uruguai.

A seleção coreana disputa dois amistosos adicionais em outubro, contra Venezuela e Uzbequistão, além da possibilidade de disputar outras partidas durante o mês de novembro, sendo esses confrontos uma espécie de período inicial de avaliação para o treinador espanhol.

Caso os resultados e o desempenho atinjam o nível exigido durante essa etapa, a Federação Sul-Coreana estuda estender o contrato de Moreno e lhe dar a oportunidade de comandar a seleção na Copa da Ásia, marcada para o início de 2027 na Arábia Saudita.

A transição para o futebol asiático representa um novo desafio internacional para Moreno, que já havia comandado a seleção espanhola de forma interina em 2019, quando substituiu Luis Enrique, afastado do cargo por motivos pessoais.

Mas o nome de Moreno carrega consigo uma história polêmica que remonta a 2019, quando ele era o segundo homem da comissão técnica de Enrique na seleção da Espanha.

Enrique foi obrigado a se afastar da seleção em junho daquele ano por causa da doença de sua filha Xana, que faleceu posteriormente em agosto, aos nove anos, cabendo a Moreno assumir o comando interinamente e conduzir a equipe à classificação para a Eurocopa 2020.

Moreno havia afirmado inicialmente que daria um passo ao lado caso Enrique decidisse retornar, mas a relação entre os dois teve um ponto de virada durante uma reunião que os uniu em setembro de 2019.

Segundo o relato de Enrique, Moreno lhe comunicou o desejo de comandar a Espanha durante a Eurocopa, retornando à função de auxiliar após o torneio.

Enrique considerou essa postura uma "deslealdade", afirmando que não desejava mais a presença de Moreno em sua comissão técnica, e descreveu sua ambição naquele momento como algo que ultrapassou os limites aceitáveis para alguém que havia sido seu auxiliar e amigo por anos.

Após deixar a seleção espanhola, Moreno passou por experiências como treinador no Monaco, no Granada e no Sochi, da Rússia, antes de agora receber uma nova oportunidade no comando de uma seleção nacional, mas desta vez do continente asiático.

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