O Real Madrid enfrentou no início da temporada uma crise silenciosa marcada pela quantidade de lesões, um problema que lançou sombras sobre os planos do técnico José Mourinho, depois que ele foi obrigado a disputar suas cinco primeiras partidas em meio a ausências recorrentes que limitaram suas opções técnicas.
Durante as quatro primeiras partidas, Mourinho perdeu 7 jogadores por lesão: Mendy, Rodrygo, Militão, Tchouaméni, Thiago Pitarch, Endrick e Asensio, antes de recuperar alguns de seus atletas no confronto contra a Inter, mas, em contrapartida, perdeu Camavinga, Arda Güler e Bernardo Silva por suspensão.
Com o retorno de Asensio diante do Rayo Vallecano e a redução da lista de ausências, Mourinho passou a viver uma situação diferente, depois que o número de jogadores disponíveis subiu para 22, em um momento de extrema importância no qual o Real Madrid disputa 3 partidas pelo Campeonato em 9 dias, com o ponto alto no duelo contra o Atlético de Madrid no dérbi da capital.
Esse aumento concede a Mourinho mais margem para rodar seu elenco e manter seus jogadores em prontidão, especialmente porque a equipe não sofre atualmente com carência em nenhuma posição, com exceção das ausências de longo prazo de Militão, Mendy e Rodrygo.
Mourinho afirmou que o aumento de opções dá à equipe a capacidade de escalar alguns jogadores e conceder descanso a outros, ressaltando a importância de contar com um grupo capaz de lidar com a pressão dos jogos consecutivos.
As lesões foram um dos principais motivos das dificuldades do Real Madrid na temporada passada, depois que a equipe sofreu 60 lesões, enquanto 15 partidas registraram a ausência de 7 jogadores ou mais.
Os números revelam a dimensão da melhora atual, já que o Real Madrid enfrentará o Rayo Vallecano com o menor número de ausências nos últimos cinco meses, apenas 3 jogadores, sendo a primeira vez desde 21 de abril que o número de desfalques chega a um patamar tão baixo, quando Rodrygo, Courtois e Asensio ficaram de fora diante do Alavés.



