O meio esportivo espanhol testemunhou uma ampla polêmica que se transformou em algo semelhante a uma questão de opinião pública devido ao fato de o craque do meio-campo Pedri ter ficado no banco de reservas na partida contra a Bélgica, em meio a pedidos para que ele seja escalado como titular no próximo confronto contra a França, na semifinal da Copa do Mundo de 2026.
Jorge Valdano, figura de destaque no mundo do futebol, saiu em defesa do craque da La Roja, exigindo sua inclusão na escalação titular contra a França, enquanto Juan Laporta, presidente do Barcelona, declarou assim que chegou a Dallas: “Tenho certeza de que essa decisão se deve à política de distribuição do esforço físico”. Por sua vez, Juan Carlos Valerón, de La Coruña, descreveu Pedri como um jogador “fundamental”.
De acordo com o jornal espanhol “AS”, os números dão razão a Pedri, que apresentou um excelente desempenho durante a fase de grupos, apesar de não estar 100% em forma fisicamente.
O jornal destacou que Pedri foi o meio-campista que mais recuperou a bola no campo adversário e o que mais deu passes inteligentes entre as linhas no último terço do campo, e, independentemente da intenção de Luis de la Fuente de escalar Yuri Tielemans — que acabou se lesionando posteriormente —, o técnico da seleção espanhola preferiu dar mais solidez ao meio-campo ao colocar Fabián Ruiz, um jogador excepcional, de grande valor e vasta experiência, que é considerado o amuleto preferido do técnico.
Ruiz conseguiu apresentar um desempenho notável durante a meia hora em que participou da última partida, o que coloca o técnico em uma situação que exige muita paciência e serenidade.
Luis de la Fuente terá que recorrer ao princípio da “calma”, que ele sempre descreve com as palavras “A calma é a força”, para tomar a decisão correta e precisa, já que a volta de Pedri ao time titular exigirá deixar Fabián Ruiz no banco, ou excluir Álex Baena e colocar Dani Olmo nas pontas — um cenário que não parece nada fácil, considerando o excelente desempenho de Olmo nessa posição.
A torcida espanhola relembra a atuação excepcional de Pedri contra a França em Stuttgart no ano passado, durante a semifinal da Liga das Nações, que culminou em um gol histórico e magnífico depois que ele rompeu a defesa com um toque de calcanhar, antes de chutar com o pé esquerdo no gol do goleiro Mike Maignan.
Essa jogada carregava a magia do futebol que a seleção espanhola precisa de Pedri, um jogador indispensável no elenco, cuja influência é esperada independentemente do momento em que entre em campo, já que sua presença continua sendo decisiva se a Espanha quiser chegar à final marcada para 19 de julho, em Nova York.


