O caso do jogador do Real Madrid Raúl Asencio teve um novo desdobramento, depois que as duas jovens que apareceram em vídeos de conteúdo sexual confirmaram a desistência de processar os quatro jogadores acusados no caso, o que levou o Ministério Público a retirar a acusação dirigida ao zagueiro do time merengue relativa ao crime de revelação de segredos e violação de privacidade.
Asencio compareceu ao tribunal ao lado de seus ex-companheiros da academia do Real Madrid, Ferran Ruiz, Juan Rodríguez e Andrés García, no âmbito do caso, antes que as duas jovens confirmassem perante a juíza do Tribunal Penal nº 5 de Las Palmas de Gran Canaria, no início do julgamento, o perdão aos quatro acusados, segundo o jornal "AS".
Essa desistência permitiu ao Ministério Público retirar a acusação relativa ao crime de divulgação ou compartilhamento de imagens e vídeos de natureza íntima sem o consentimento de seus titulares, acusação que abrangia Asencio e os demais acusados.
Outras acusações que não incluem Asencio
Por outro lado, a desistência das duas jovens não afeta as acusações relativas a material pornográfico de menores, dirigidas apenas a Ferran Ruiz, Juan Rodríguez e Andrés García, sem incluir Asencio.
Essas acusações estão ligadas à gravação de um vídeo sexual com uma menor de idade, já que uma das jovens tinha 16 anos na época dos fatos, em 2023, um crime em que a acusação não é extinta apenas pela desistência ou perdão da vítima.
Após ouvir os depoimentos das duas jovens, a juíza decidiu suspender temporariamente a sessão.
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Detalhes do caso
Os fatos do caso remontam ao verão de 2023, quando Ferran Ruiz, Juan Rodríguez e Andrés García eram companheiros de Raúl Asencio na academia do Real Madrid, ocasião em que os três mantiveram uma relação sexual consentida com duas jovens em um clube de praia na região de Amadores, ao sul da ilha de Gran Canaria.
Contudo, as acusações se referem ao fato de os jogadores, segundo o que consta no caso, terem feito fotos e vídeos do ocorrido sem o consentimento das jovens, antes de compartilhar esse material pelo aplicativo "WhatsApp" com outras pessoas, apesar de as jovens terem pedido que fossem apagados.
Um desses vídeos chegou posteriormente ao celular de Asencio, que enfrentava uma acusação de tê-lo exibido a uma terceira pessoa, sabendo, de acordo com a acusação, que o vídeo havia sido gravado sem autorização e que as jovens haviam pedido que fosse apagado.
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