A cidade de Nova York viveu um clima excepcional de entusiasmo antes da final da Copa do Mundo de 2026, depois que uma enorme quantidade de torcedores argentinos chegou à cidade para apoiar sua seleção no tão aguardado confronto contra a Espanha, segundo informou o jornal “Marca”.
Entre as ruas repletas das cores azul e branco e a corrida frenética por voos e meios de transporte, a cidade parece viver um clima mais próximo da capital Buenos Aires, em um cenário que reflete a enorme influência popular da seleção do “Tango” e de Lionel Messi.
Espera-se que Nova York receba uma grande presença de torcedores argentinos durante a final, o que significa que a seleção espanhola será minoria nas arquibancadas do estádio “MetLife”, no estado de Nova Jersey, assim como nas ruas da “Grande Maçã”, que já começaram a se encher de torcedores que chegam para apoiar a seleção de seu país.
De acordo com estimativas da mídia argentina, cerca de 50 mil torcedores usarão a camisa da seleção argentina no dia da partida, independentemente de terem ingressos para a final ou não, embora, naturalmente, seja impossível que todo esse número entre no estádio. Além disso, o mercado de revenda de ingressos registrou um aumento enorme nos preços, acompanhando o aumento da demanda para assistir ao jogo.
A presença da torcida não se limita aos argentinos residentes nos Estados Unidos ou vindos de seu país, já que um grande número de torcedores de diversas nacionalidades se juntou à onda de apoio à seleção argentina, impulsionados pelo que é conhecido como “efeito Messi”, o que fez com que a torcida argentina impusesse seu domínio nos diversos estádios que sediaram partidas da Copa do Mundo.
Os sinais dessa onda de torcedores já haviam surgido desde o término da partida da semifinal contra a Inglaterra, quando todos os carros de aluguel entre a cidade de Atlanta, que sediou o jogo, e Nova York, que fica a cerca de mil quilômetros de distância, depois que os torcedores optaram por esse meio de transporte por ser o mais econômico e prático para chegar ao local da final.
Nesse mesmo contexto, o jornal “El Economista”, publicado em Buenos Aires, informou que os torcedores se apressaram em reservar todos os assentos dos voos da Aerolíneas Argentinas com destino aos Estados Unidos, seja para Nova York ou Miami, assim que a seleção se classificou para a final ao derrotar a Inglaterra.
Além disso, a Aerolíneas Argentinas disponibilizou dois voos extras para Nova York na noite de quarta-feira para atender à crescente demanda, e os preços das passagens chegaram a cerca de 5.000 dólares na classe econômica, enquanto na classe executiva chegaram a 10.000 dólares, mais um indício do entusiasmo sem precedentes que antecede a final da Copa do Mundo.


