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André Neles

André Balada morre aos 42 anos; relembre gols, times e mais informações

12:49 BRST 06/02/2020
André Neles
Com passagens por clubes como Atlético-MG, Internacional e Palmeiras, o atacante teve uma trajetória marcada por polêmicas extracampo

Nesta quinta-feira (6), o ex-jogador de futebol André Neles, conhecido popularmente como André Balada, foi encontrado morto aos 42 anos, vítima de infarto fulminante.

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Além dos gols, o atacante se notabilizou pela vida conturbada fora dos gramados. Durante parte de sua trajetória no futebol, como revelou ao UOL em 2019, o atleta teve problemas com drogas: em certo momento, se considerou viciado em cocaína.

Durante sua passagem pelo Figueirense, em 2004, André se converteu evangélico e deixou os problemas com drogas para trás: na mesma entrevista concedida para o UOL, o atacante revelou que estava limpo fazia mais de 11 anos. Aposentado, se tornou cantor gospel, com a alcunha de "André Sossegado".

Assim, a Goal preparou uma matéria relembrando a trajetória do ex-jogador no futebol e os times por onde passou. Confira!

Um resumo de sua trajetória do futebol

Nascido em Patrocínio, cidade do interior de Minas Gerais, começou sua trajetória no Uberlândia, time de cidade vizinha a sua terra natal. Em 1999, com 21 anos, se destacou no Villa Nova-MG e atraiu a atenção do Atlético Mineiro.

No Galo, viveu um dos grandes momentos de sua trajetória no futebol. Ficou apenas um ano e meio no clube, mas superou qualquer expectativa: estreou em julho de 1999, contra o modesto Itaúna, pelo Campeonato Mineiro. Fez bons jogos e ganhou reconhecimento da torcida.

Em 2000, ganhou um espaço maior: o Galo voltou à Libertadores depois de quase 20 anos distante da competição, em virtude do vice-campeonato no Brasileirão de 1999, e teve em André uma peça importante de reposição, dando uma assistência crucial para Marques nas oitavas de final.

Na Mercosul daquele ano, foi o artilheiro do Atlético na edição, com cinco gols, na campanha do time que terminou nas semi finais. Marcou um de seus gols mais famosos contra o Boca Juniors naquela competição, nos acréscimos, no La Bombonera, para dar o empate ao Galo.

Vendido ao Benfica por dois milhões e meio de euros, André nunca mais conseguiu alcançar o mesmo patamar: não conseguiu jogar em Portugal e foi emprestado a várias equipes.

No Internacional, em 2003, foi bem, mas já começava a ter problemas no extra-campo. Depois de grande partida contra o Corinthians pelo Brasileirão, quando fez dois gols e deu a vitória de virada ao Colorado, teve seu contrato de empréstimo rescindido pelos problemas que o marcaram.

Depois, chegou ao Palmeiras, para a disputa da Série B, mas não ganhou muitas oportunidades com Jair Picerni, ficando na reserva do então garoto de 19 anos Vágner Love. Sua fama de baladeiro já era conhecida, e o treinador se defendeu afirmando que não poderia confiar no jogador.

Em entrevista concedida ao UOL, André afirmou que jogar pelo Palmeiras foi a grande chance desperdiçada de sua trajetória no esporte: não conseguiu atuar muito e se viciou de vez nas drogas. "Fumava, cheirava e bebia", declarou o atacante. Chegou a contar que pensava que iria morrer, tamanho o seu vício naquele momento.

No entanto, a redenção chegou: no ano seguinte, em passagem pelo Figueirense, André foi levado para a igreja pelo companheiro Gustavo. Se converteu e parou com as drogas, mas continuou sofrendo com lesões dentro de campo. Foi campeão cearense com o Fortaleza em 2005, marcando cinco gols, mas, depois de empréstimo mal-sucedido com o Al-Ettihad, da Arábia, nunca mais jogou por um time grande.

Ganhou dois campeonatos do interior, com o Grêmio Barueri, em 2008, e o Botafogo-SP, em 2010, além de ter rodado por vários clubes menores do futebol brasileiro. Em 2007, recebeu uma proposta da federação de futebol do Guiné Equatorial: $200.000 dólares, além de um adicional de $10.0000 por partida, para se naturalizar guineense e defender a seleção africana.

Pela Guiné Quatorial, atuou em dez partidas e marcou quatro gols, dois deles pelas eliminatórias africanas da Copa do Mundo de 2010.

Se aposentou em 2017 com 39 anos no Alecrim-RN, para se dedicar de vez à música, encerrando sua trajetória no esporte como uma história de superação: deixou o mundo das drogas, se recuperou e continuou sua vida.