O italiano Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira, demonstrou grande satisfação após a vitória dramática sobre o Japão, na noite de segunda-feira, no estádio de Houston, nas disputas das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
A seleção brasileira conseguiu reverter o placar, passando de uma desvantagem de um gol para uma emocionante vitória por 2 a 1, após marcar o gol da vitória aos seis minutos do tempo de acréscimo, garantindo assim sua vaga nas oitavas de final após uma das partidas mais emocionantes do torneio.
Ancelotti disse durante a coletiva de imprensa após a partida: “Acredito que fizemos uma partida completa. Enfrentamos algumas dificuldades porque o Japão entrou em campo com muita força, mas superamos grande parte desses problemas no segundo tempo. Fizemos muitos passes para frente e, embora não tenhamos encontrado espaços no início, resolvemos essa questão após o intervalo”.
Ele acrescentou que o Brasil tentou, no início, criar superioridade numérica no meio-campo, mas a marcação japonesa, muito rigorosa, impediu isso, explicando que as substituições que fez tiveram como objetivo proporcionar mais opções de passe.
O técnico italiano enfatizou: “O Japão é uma equipe organizada e extremamente perigosa. Eles estiveram perto de conseguir um resultado expressivo e possuem uma força física enorme e excelentes habilidades técnicas”.
Em defesa de Casemiro
Quanto ao primeiro gol japonês, Ancelotti se recusou a atribuir a responsabilidade a Casemiro, dizendo: “Não conversei com Casemiro sobre o gol, porque ele cumpre seu papel da melhor maneira possível. Todos cometemos erros e, na minha opinião pessoal, não vejo que ele tenha cometido um erro naquela jogada”.
O técnico italiano enfatizou que as dificuldades fazem parte do futebol moderno: “Precisamos passar por algumas dificuldades, pois hoje não há jogo fácil, e sempre me lembro desse fato; o que aconteceu contra o Japão não foi uma exceção”.
Neymar esteve perto de entrar em campo
Ancelotti revelou que estava pensando em colocar Neymar em campo caso a partida fosse para a prorrogação, dizendo: “Eu estava pensando em escalar o Neymar na prorrogação. Sabíamos que a partida seria difícil, especialmente nas fases eliminatórias contra um adversário que vem obtendo bons resultados. Eu estava confiante na nossa capacidade de marcar, mas o mais importante para mim era não perdermos nossa organização, e acho que a equipe fez um trabalho muito bom”.
Ancelotti elogiou a atuação de Gabriel Martinelli, afirmando que sua intensidade foi um fator decisivo para mudar o ritmo da partida, acrescentando: “Martinelli tem muita intensidade como jogador e é capaz de mudar o rumo da partida com essa intensidade. Sua pressão foi excelente, e ele jogou de forma aberta ao lado de Vinícius; os dois estavam em excelente forma.”
Casemiro é um capitão que não precisa de lições
O técnico encerrou sua declaração elogiando mais uma vez o capitão brasileiro do meio-campo: “Ninguém pode ensinar Casemiro a jogar futebol. Ele é um verdadeiro capitão e tem um potencial incrível na frente do gol”.
E acrescentou: “Ele não foi fantástico apenas por ter marcado o gol da vitória, mas porque é um grande jogador por natureza, já marcou muitos gols na Premier League e sempre consegue ser perigoso na frente do gol, como vimos hoje”.
A seleção brasileira enfrentará, nas oitavas de final, o vencedor da partida das 16ªs de final entre Noruega e Costa do Marfim.
