O América-MG está muito perto de fechar acordo com um parceiro para comandar a sua SAF (Sociedade Anônima do Futebol). Ainda faltam definições importantes sobre o negócio, mas há conversa adiantada com um investidor dos Estados Unidos. Os valores ainda são tratados em sigilo.
A diretoria fez exigências relevantes para a chegada de um parceiro. Há desejo de manutenção de percentual com a associação, permanência do patrimônio intacto, pagamento completo da dívida e gestão em conjunto, como soube a GOAL.
A primeira solicitação do clube, que já se tornou SAF, é a permanência de um percentual das ações. A diretoria gostaria que a associação mantivesse uma fatia entre 45% e 49% do futebol — a situação foi informada aos potenciais parceiros.
A atual gestão do América-MG não pretende inserir o patrimônio como garantia do negócio — o clube tem centro de treinamentos, estádio, shopping center e alguns terrenos espalhados pela região metropolitana de Belo Horizonte. Todos eles permaneceriam com a associação no negócio.
Outra exigência do Coelho é que a dívida do clube seja inteiramente quitada — o débito atual é de cerca de R$ 100 milhões. A diretoria gostaria que todos os valores fossem pagos integralmente depois do acordo.
Por fim, o América-MG quer que haja uma parceria na administração do clube. O interesse da gestão liderada por Alencar da Silveira Júnior e Marcos Salum é que seja feita uma sociedade na tomada de decisões como em um colegiado.
Os mineiros esperam anunciar a parceria com um investidor até dezembro de 2022. O clube ainda precisará passar pelo processo de diligências antes da aprovação do negócio.


