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Hamza Abdelkarimالصفحة الرسيمة لبرشلونة

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Abdelkarim é o exemplo mais recente: o fantasma de Neymar ainda ronda o Barcelona

A transferência de Neymar do Barcelona para o Paris Saint-Germain, no verão de 2017, não foi apenas a negociação mais cara da história do futebol na época, depois que o clube francês pagou 222 milhões de euros para acionar a cláusula de rescisão no contrato do craque brasileiro, mas também foi um ponto de virada na forma como o Barça passou a blindar seus jogadores, especialmente os talentos que considera parte de seu futuro.

Desde a saída de Neymar, o clube catalão começou a mudar sua política de forma clara, depois de descobrir que uma cláusula de rescisão no valor de 222 milhões de euros, que parecia naquele momento um número difícil de ser alcançado por qualquer clube, já não era suficiente para impedir os clubes gigantes de arrebatarem suas estrelas.

Os primeiros grandes sinais dessa mudança surgiram nos contratos que foram firmados ou renovados após a saída do brasileiro.

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A surpresa levou a diretoria do Barcelona a repensar a ideia da "cláusula de rescisão vinculada ao valor de mercado". Em vez de estabelecer um número elevado, mas passível de ser pago, o clube começou a definir valores destinados essencialmente a tornar a saída forçada quase impossível.

Cláusulas astronômicas

Isso apareceu rapidamente nos contratos de vários craques da equipe. A cláusula de Lionel Messi subiu na época para 700 milhões de euros, enquanto a de Gerard Piqué e Sergio Busquets passou a ser de 500 milhões de euros.

A cláusula de rescisão também chegou a 400 milhões de euros nos contratos de Ousmane Dembélé, Philippe Coutinho e Arthur Melo. Ao mesmo tempo, a cláusula de Sergi Roberto subiu de 40 milhões para 500 milhões de euros, e a de Samuel Umtiti, de 60 milhões para 500 milhões.

Já em 2019, o Barça atingiu um patamar ainda mais alto, quando estabeleceu uma cláusula de rescisão no valor de 800 milhões de euros no contrato de Antoine Griezmann. E as coisas não pararam por aí: em outubro de 2021, o Barcelona anunciou oficialmente que o novo contrato de Pedri incluía uma cláusula de rescisão no valor de 1 bilhão de euros.

O mesmo se repetiu com Ansu Fati, cujo contrato foi renovado em outubro de 2021 até 2027, também com uma cláusula de rescisão no valor de 1 bilhão de euros.

E, em abril de 2022, o Barcelona anunciou que o novo contrato de Ronald Araújo também incluía uma cláusula de rescisão no valor de 1 bilhão de euros, antes de Gavi entrar para a mesma lista em setembro daquele ano.

O clube manteve a mesma linha com Lamine Yamal, ao anunciar em outubro de 2023 que o contrato do jogador espanhol, até junho de 2026, incluía uma cláusula de rescisão no valor de 1 bilhão de euros.

O caso Abdel Karim

Nesse contexto, entra a postura do Barcelona em relação ao atacante egípcio Hamza Abdel Karim, que se tornou um dos talentos em ascensão mais destacados do clube no período recente.

A cláusula de rescisão atual no contrato de Abdel Karim é de apenas 15 milhões de euros, um número que o Barcelona passou a considerar baixo, tendo em vista a evolução do jogador e o crescente interesse por ele.

Relatos espanhóis recentes falaram sobre o desejo do Blaugrana de elevar a cláusula para 150 milhões de euros, ou seja, 10 vezes seu valor atual, dentro de um novo contrato com condições melhoradas para o jogador.

Embora a possível cláusula de Abdel Karim esteja distante do 1 bilhão de euros que o Barcelona estabeleceu nos contratos de Pedri, Gavi e Lamine Yamal, ela reflete a mesma ideia em um grau proporcional à pouca idade do jogador egípcio, que ainda não completou 18 anos.

Esse passo também acontece à luz da recente experiência do Barcelona com o jogador Pedro Fernández Sarmiento, conhecido como Dro, que também se transferiu para o Paris Saint-Germain, em janeiro passado, após o pagamento do valor de sua cláusula de rescisão de 6 milhões de euros, algo que o Barça considerou uma "traição".

Segundo um relatório anterior do jornal catalão "Sport", a forma como o meia-atacante deixou o clube foi dolorosa para o Barcelona. O técnico Hans Flick também lamentou, na época, a saída de Dro, dizendo: "Se alguém quer jogar pelo Barcelona, precisa viver e respirar as cores do clube com todo o seu ser".

Vocês podem discutir os assuntos e as notícias de forma mais aprofundada nos fóruns do "Kooora".

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