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A UEFA revoga imediatamente a nova e polêmica regra da Copa do Mundo

A UEFA não adotará as diretrizes adaptadas da FIFA sobre simulações no VAR. Por isso, os árbitros de vídeo nas competições europeias, incluindo a Liga dos Campeões, não poderão intervir para atribuir um cartão amarelo por simulação ao jogador correto.

A discussão surgiu durante a Copa do Mundo de Clubes, onde a FIFA aplicou uma interpretação atualizada do protocolo do VAR. Nesse contexto, o árbitro de vídeo podia intervir caso houvesse uma chamada “confusão de identidades” ao atribuir um cartão amarelo por simulação.

Isso aconteceu pela primeira vez durante a partida de abertura do país anfitrião, os Estados Unidos. Após recomendação do VAR, o árbitro Danny Makkelie retirou o cartão amarelo dado a Tim Ream e, em vez disso, aplicou a Miguel Almirón seu segundo cartão amarelo por simulação.

Após a partida, a FIFA confirmou que a decisão estava totalmente de acordo com as regras. A Comissão Internacional de Regras do Futebol (IFAB) havia, de fato, adaptado o protocolo do VAR, permitindo que tal situação fosse considerada uma “confusão de identidades”. Isso só é possível se o árbitro, em primeira instância, aplicar um cartão amarelo ou vermelho por uma infração.

Mais tarde no torneio, ocorreu um incidente semelhante. Nas quartas de final entre Suíça e Argentina, um cartão amarelo aplicado a Leandro Paredes foi anulado, após o que Breel Embolo recebeu, afinal, seu segundo cartão amarelo por simulação.

O novo procedimento da FIFA gerou muita discussão. Críticos questionaram por que o VAR pode intervir nesse tipo de caso, enquanto erros semelhantes em outras faltas não podem ser corrigidos.

A UEFA levou essas objeções em consideração e decidiu não adotar a interpretação alterada. A federação europeia de futebol mantém as diretrizes existentes para o VAR e não vê motivos para ampliar o escopo de atuação do árbitro de vídeo nesse aspecto.

Isso significa que as intervenções controversas do VAR, aplicadas durante a Copa do Mundo de Clubes, não ocorrerão, por enquanto, em torneios europeus. Nas competições sob a égide da UEFA, incluindo a Liga dos Campeões, o procedimento atual permanece inalterado.

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