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A polêmica cresce: por que Almirón foi expulso por cobrir a boca... e Messi escapou da punição?

A aplicação da nova “Lei Prestiani” na Copa do Mundo de 2026 gerou ampla polêmica após a expulsão do paraguaio Miguel Almirón por cobrir a boca, enquanto o argentino Lionel Messi escapou da punição apesar de ter feito o mesmo gesto, o que levantou questionamentos sobre os critérios de aplicação da lei e a diferença entre conversas amigáveis e provocativas.

De acordo com o site “GiveMeSport”, Almirón, ex-jogador do Newcastle, tornou-se o primeiro jogador a ser expulso na história da Copa do Mundo por cobrir a boca, durante a vitória do Paraguai sobre a Turquia por 1 a 0, depois que a tecnologia de vídeo-árbitro (VAR) revelou que ele havia coberto a boca durante uma discussão provocativa com um jogador turco.

O árbitro recorreu ao monitor de vídeo antes de mostrar o cartão vermelho diretamente ao jogador paraguaio, na primeira aplicação efetiva da “Regra Prestiani”, que foi adicionada em maio passado por meio de alterações na versão 2026-2027 das regras da Federação Internacional de Futebol (FIFA).

De acordo com o parágrafo quarto do artigo 12 da nova regra, jogadores, reservas ou jogadores substituídos devem ser expulsos se cobrirem a boca (com a mão, o braço ou a camisa) ao se dirigirem ao adversário de forma provocativa, sarcástica ou ofensiva, ou em uma situação provocativa, ofensiva ou sarcástica.

A nova regra visa impedir que os jogadores ocultem comentários ofensivos ou racistas ao cobrirem a boca enquanto falam, e surgiu após a polêmica gerada pelo incidente envolvendo o jogador português Gianluca Prestiani, do Benfica, e o brasileiro Vinícius Júnior, astro do Real Madrid, que gerou acusações de racismo.

Mas o que gerou maior polêmica foi a rápida divulgação, nas redes sociais, de uma foto que mostra Lionel Messi, capitão da seleção argentina, colocando a mão na boca enquanto falava na partida de estreia de seu país contra a Argélia, que terminou com a vitória do Tango (3 a 0).

Apesar da nitidez da imagem, nem o árbitro nem o VAR tomaram qualquer medida contra Messi, de 39 anos, o que levou muitos torcedores e analistas a alegarem que o astro argentino recebe tratamento preferencial dos árbitros e das autoridades.

Esta não é a primeira vez que Messi é acusado de escapar impune neste torneio, já que muitos acreditaram que ele teve sorte por não ter recebido um cartão vermelho imediato após sua entrada violenta no zagueiro argelino Issa Mendy na mesma partida.

No entanto, o italiano Pierluigi Collina, ex-árbitro internacional e presidente da Comissão de Arbitragem da FIFA, segundo o site “RMC”, apresentou um esclarecimento decisivo sobre a aplicação do regulamento, afirmando: “Se a conversa for amigável, eles podem continuar sem nenhum problema. Já no caso de uma conversa hostil, isso se torna totalmente proibido”.

Colina acrescentou que um jogador que cubra a boca para falar calmamente com um companheiro a caminho do vestiário, por exemplo, não será punido, ressaltando que o contexto e a intenção são os fatores decisivos na aplicação da regra.

Aí reside a possível explicação para a não punição de Messi, já que o árbitro pode ter considerado que sua conversa não foi provocativa nem ofensiva, ao contrário do caso de Almirón, em que ficou claro que ele estava em uma discussão com seu adversário.

No entanto, essa interpretação não convenceu a todos, já que a aparente discrepância na aplicação da regra gerou uma onda de indignação nas redes sociais, e usuários exigiram mais transparência e clareza nos critérios de aplicação.

Vale ressaltar que a alteração estabelece que essa regra é “aplicável a critério das competições”, o que significa que cada campeonato ou torneio precisa incluí-la em seus próprios regulamentos, o que pode explicar parte da variação na aplicação entre as diferentes competições.

Os críticos consideram que essa flexibilidade na aplicação pode abrir espaço para interpretações divergentes e reforçar a crença de que os grandes astros recebem proteção especial, enquanto jogadores menos conhecidos são punidos com rigor pelas mesmas infrações.

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