Uma jogada de arbitragem durante a vitória da seleção da Espanha sobre a Bélgica por 2 a 1, na noite de ontem, sexta-feira, nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026, gerou grande polêmica depois que os jogadores da seleção belga reclamaram um pênalti por causa de um toque de mão em Rodri dentro da grande área.
Apesar dos protestos, o árbitro inglês Michael Oliver recusou-se a marcar qualquer falta, decisão que está de acordo com as regras do jogo, conforme os regulamentos do Conselho da Federação Internacional de Futebol (IFAB).
Por que não foi marcado o pênalti?
A jogada ocorreu depois que a bola ricocheteou na cabeça do zagueiro espanhol Aymeric Laporte, antes de tocar na mão de seu companheiro Rodri dentro da área.
De acordo com as regras doIFAB, o contato da bola com a mão ou o braço de um jogador não é considerado falta se a bola tiver chegado diretamente de um companheiro, a menos que o contato resulte na entrada direta da bola no gol adversário ou na marcação imediata de um gol pelo jogador, casos em que é marcada uma falta a favor da equipe adversária.
Com base nesse texto, a decisão do árbitro de não marcar pênalti foi considerada correta do ponto de vista regulamentar.
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Um caso semelhante na Liga dos Campeões
E essa não foi a primeira vez que essa interpretação da regra foi aplicada, já que o confronto entre Paris Saint-Germain e Bayern de Munique na partida de volta das semifinais da Liga dos Campeões, no último dia 6 de maio, apresentou uma situação semelhante.
Naquela partida, a bola rebatida pelo português Vitinha bateu na mão de seu companheiro João Neves dentro da grande área, mas o árbitro não marcou pênalti, baseando-se no mesmo texto das regras do jogo.


