EDITORIAL
Se não houve mais gols em Mestalla foi porque o árbitro não queria. Leo Messi apareceu com trinta minutos de jogo surpreendendo Neto com um chute que escaparia das mãos do goleiro do Valencia para que o mundo assistisse a bola entrar para além da linha de gol. Mas nenhum dos membros do "tridente" de arbitragem de Iglesias Villanueva foi capaz de ver a bola entrando e o Barcelona retorna para casa depois de conceder o segundo empate na LaLiga.
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Afinal, era um lance que não exigia qualquer uso do VAR, cristalino como foi o lance. O Barcelona vinha realizando um dos seus primeiro tempo mais sérios da temporada. Asfixiante na pressão e generoso na cobertura, conseguiu afogar o renascido Valencia de Marcelino até quinze minutos depois de retomar o jogo após o intervalo, Rodrigo jogou um balde de água fria nos torcedores do Barça, surpreendendo diante um Marc -André Ter Stegen, que mal havia participado do jogo até então.
Na temporada passada, um gol não concedido em casa pelo Betis resultou em um empate que acabou custando o título no final da temporada, uma situação que pode ser repetida apesar do fato de que nesta vez a equipe de Valverde chegou a décima terceira rodada com uma vantagem confortável de quatro pontos em relação ao Valência, que permanece atrás dos homens de Ernesto Valverde com os mesmos quatro pontos de desvantagem após o empate que Jordi Alba estabeleceu. Claro, um tropeço em Valencia entraria no que era previsível. Pode passar. O que não pode ser repetido é um lance tão claro quanto o de Messi.
