A FIFA anunciou no início desta semana que proibiria a entrada de garrafas de água trazidas pelos torcedores nos estádios. Organizações de torcedores e também o primeiro-ministro britânico Keir Starmer reagiram com indignação. A entidade reguladora do futebol mundial ouviu as críticas e agora está revertendo sua própria decisão.
Vários médicos deram o alarme quando se soube que não seria permitido levar garrafas de água. Entre outros, Malcom Mistry, professor universitário em Londres, e Oliver Gibson, um médico londrino, não entenderam a decisão, que, segundo eles, aumenta o risco de problemas de saúde.
Durante a Copa do Mundo, são esperadas temperaturas extremas, especialmente nos jogos no México e nos Estados Unidos. Estima-se que, em algumas partidas, a temperatura possa ultrapassar os trinta graus.
Embora a FIFA se preocupe com a saúde dos jogadores, com pausas obrigatórias para hidratação a cada tempo, inicialmente os torcedores não podiam levar suas próprias garrafas de água. No entanto, a entidade mundial do futebol mudou de opinião.
Heimo Schirgi, diretor de operações da Copa do Mundo de 2026, explica as regras atualizadas. “Cada espectador pode levar para o estádio uma garrafa de água descartável de plástico flexível com capacidade máxima de 560 mililitros.”
Schirgi também deixa claro quais garrafas continuam proibidas. “Garrafas de água rígidas e com tampa, que podem representar um risco à segurança”, conclui ele. Durante a primeira partida da Holanda na Copa do Mundo, em Arlington, são esperadas temperaturas de 34 graus durante o dia. Também há um alerta para calor extremo.
