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Cabo Verde v Saudi Arabia: Group H - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

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A ferida de 2002 se reabre... e a Arábia Saudita revive o pesadelo

A eliminação da seleção saudita da Copa do Mundo de 2026 não foi apenas o fim de uma participação decepcionante, mas revelou uma das edições mais frustrantes da história do “Verde”. Após grandes ambições de chegar às fases eliminatórias, a seleção se viu na última posição do seu grupo, com apenas dois pontos, tendo marcado apenas um gol, enquanto sofreu cinco gols — um resultado que refletiu um colapso técnico e ofensivo que chocou a torcida.

E o problema não foi apenas nos resultados, mas na imagem apagada que a seleção apresentou ao longo da fase de grupos. A “Verde” careceu de soluções ofensivas e foi incapaz de criar ou aproveitar oportunidades, parecendo incapaz de ameaçar o gol dos adversários na maior parte do torneio, como se a linha de ataque tivesse desaparecido completamente de cena.

A seleção saudita se limitou a marcar apenas um gol em toda a competição, assinado pelo zagueiro Abdul-Ilah Al-Omari na partida de estreia contra o Uruguai — um número chocante que reflete a gravidade da crise ofensiva, segundo reportagem do jornal “Al-Sharq Al-Awsat”. E o mais cruel é que os zagueiros foram mais eficazes do que os atacantes, em um cenário que resume o sofrimento da equipe diante do gol.

Esse resultado trouxe de volta à memória lembranças da Copa do Mundo de 2002 na Coreia e no Japão, quando a seleção saudita foi eliminada na fase de grupos sem marcar nenhum gol e sofreu 12 gols, É verdade que a edição atual não testemunhou um colapso defensivo da mesma magnitude, mas revelou uma crise ofensiva não menos grave e reabriu o debate sobre o declínio do atacante saudita e sua incapacidade de competir nos níveis mais altos.

A amargura do fracasso foi ainda maior porque o torneio atual oferecia oportunidades sem precedentes de classificação, após o aumento do número de seleções para 48 e a concessão de vagas adicionais para as equipes que ficaram em terceiro lugar. Apesar disso, a “Selecção Verde” não conseguiu aproveitar essa oportunidade histórica, dando continuidade à série de ausências nas fases eliminatórias pela sexta vez consecutiva na Copa do Mundo, conforme informou o jornal “Al-Sharq Al-Awsat”.

Ao longo de sua trajetória, a seleção se contentou com empates contra o Uruguai e Cabo Verde, antes de sofrer um duro golpe com uma derrota por 4 a 0 para a Espanha, encerrando a competição sem nenhuma vitória, em uma edição em que faltaram personalidade, eficácia e capacidade de competir.

E se a Copa do Mundo do Catar em 2022 testemunhou uma vitória histórica sobre a Argentina, dando aos torcedores esperança de que a seleção fosse capaz de enfrentar os grandes, a edição de 2026 veio para dissipar completamente essa imagem, depois que os “Verdes” se mostraram de menor qualidade, com menos personalidade e mais incapazes de acompanhar seus adversários.

O golpe final veio contra a seleção de Cabo Verde, quando a seleção saudita teve uma oportunidade de ouro para se classificar para as oitavas de final, já que apenas a vitória seria suficiente para garantir sua passagem. No entanto, diante de uma seleção que ocupa a 64ª posição no ranking da FIFA, seis posições atrás da Arábia Saudita, a “Verde” pareceu incapaz até mesmo de aproveitar suas chances mais fáceis, sendo eliminada precocemente da Copa do Mundo.

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