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Poland v Argentina: FIFA U-20 Women's World CupGetty Images Sport
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A Federação Inglesa coloca Infantino em apuros com a "Fifa"

A questão da venda de ações da Copa do Mundo deixou de ser apenas a ideia de um projeto inacabado e se transformou em uma batalha aberta que ameaça o trono de Gianni Infantino, presidente da Federação Internacional de Futebol. 

Em uma medida de escalada sem precedentes, a presidente da Federação Inglesa de Futebol, Debbie Hewitt, exigiu a abertura de uma investigação completa e abrangente sobre o plano radical do presidente da Fifa de vender participações do Mundial a investidores privados, e revelou detalhes de uma ligação secreta do presidente americano Donald Trump para suspender a punição de um astro da seleção dos Estados Unidos.

Segundo o britânico "The Sun", Hewitt enviou uma mensagem em tom duro a Infantino e ao secretário-geral da Fifa, Mattias Grafström, na qual exigiu a divulgação imediata de todos os documentos relacionados ao plano de venda, antes da reunião decisiva do conselho da Fifa no próximo mês.

Hewitt, que também ocupa o cargo de vice-presidente da Fifa, afirmou que todos os membros do conselho devem ter acesso aos arquivos completos, ressaltando a necessidade de realizar uma revisão independente, apesar de a Fifa ter anunciado o cancelamento das propostas após uma onda de indignação global.

As exigências de Hewitt não pararam no caso da venda, mas ela também pediu um esclarecimento oficial sobre uma decisão polêmica relativa à suspensão da punição do atacante da seleção dos Estados Unidos, Folarin Balogun, que o impedia de participar da Copa do Mundo neste verão.

Balogun deveria desfalcar o confronto das oitavas de final contra a Bélgica após sua expulsão diante da Bósnia e Herzegovina, mas a punição foi suspensa por um ano inteiro após uma ligação direta do presidente Donald Trump, permitindo que o atacante pudesse jogar.

Essa escalada acontece num momento em que Infantino mantém sua posição apesar da tempestade, confirmando sua intenção de se candidatar à reeleição em março próximo.

A ideia da venda, que foi vazada e depois abandonada em meio à condenação internacional, levou os opositores liderados pela União das Federações Europeias de Futebol, a "Uefa", a mobilizar suas forças, com esta última ameaçando se retirar de todos os torneios futuros da Fifa a menos que Infantino renuncie, antes de recuar da ameaça em agosto, após uma promessa de não retomar o projeto.

Mas a batalha passou para os tribunais, onde a Uefa, a Confederação Asiática e a Concacaf entraram com ações judiciais nas quais acusam Infantino de fraude em sua avaliação do torneio no valor de 15 bilhões de libras esterlinas, exigindo a intervenção das autoridades suíças, além de terem entrado com ações de "divulgação de documentos" em três estados americanos: Nova York, Flórida e Colorado.

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E, em um novo golpe para o presidente da Fifa, várias federações nacionais, entre elas a Federação Inglesa, retiraram oficialmente suas cartas de apoio a Infantino, num sinal claro de que a batalha das eleições de março próximo pode ser a mais acirrada da história da Fifa.

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