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Ronaldo Fenômeno Cruzeiro 2022Gustavo Aleixo/Cruzeiro

MP acata denúncia de credores e pede paralisação de recuperação judicial do Cruzeiro

Um grupo de credores do Cruzeiro protocolou nesta segunda-feira (28) uma notícia crime contra a postura do clube em meio à recuperação judicial. A solicitação foi acatada pelo Ministério Público, que pede a interrupção do processo, como soube a GOAL. A solicitação do Ministério Público foi inserida no processo de recuperação judicial do Cruzeiro às 12h30 (de Brasília) desta terça. A GOAL teve acesso ao documento que mostra todos os detalhes.

O clube convocou uma Assembleia-Geral de Credores para 7 de dezembro. Contudo, um grupo de 13 credores enviou notícia de fato para representação criminal ao Ministério Público no último dia 27 de novembro. Eles alegam que há habilitação ilegal de credores, favorecimento de credores e fraude no pedido de recuperação judicial. Dentre os credores, estão o ex-gerente de futebol Valdir Barbosa e o ex-diretor financeiro Flávio Pena.

A promotora de justiça do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Sumaia Chamon Junqueira Morais, diz que a notícia crime "relata que o Cruzeiro teria, na listagem de credores, créditos inexistentes consubstanciados por credores que já receberam a totalidade do crédito (judicial ou extrajudicialmente), na tentativa de fraudar a votação do plano de recuperação judicial, e, em tese, essa conduta infringiria os crimes previstos nos artigos 168 e 171 da Lei 11.101/05".

O documento diz que, ao receber cobrança para a comprovação dos créditos, o Cruzeiro nada apresentou aos administradores judiciais, e alega também, por meio de mensagens trocadas por e-mail, que há o nome de diversos credores inseridos na lista que já teriam recebido seus créditos e documentos comprobatórios tais como atas de acordo na Justiça Laboral.

De acordo com o texto do Ministério Público, o clube tem coaptado votos por meio de procurações de credores concedidas a uma empresa chamada Neofase. Há imagens de mensagens trocadas por e-mail.

A promotora de justiça pede que haja investigação sobre as supostas fraudes cometidas pelo clube sob a alegação de que "não pode o Poder Judiciário compactuar com condutas ilícitas, nada obstando a instauração de um incidente apropriado a permitir o exercício de ampla defesa e contraditório"

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