52 anos de Romário: o baixinho que recuperou a autoestima da Seleção e devolveu o mundo ao Brasil

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Ex-atacante foi o grande responsável pelo importante título de 1994, depois de um jejum de 24 anos

Romário de Souza Faria completa neste dia 29 de janeiro 52 anos de idade, o baixinho, como é carinhosamente conhecido, liderou a Seleção Brasileira na conquista da Copa do Mundo de 1994 e foi o grande responsável pela recuperação da autoestima da Canarinho, que sofria com a ausência de títulos no Mundial e coleciona decepções recentes. 

Depois do fracasso na Copa do Mundo de 1990, o Brasil sofria para garantir a classificação para o Mundial de 94, que aconteceria nos Estados Unidos, sem Romário, Parreira tinha que justificar a cada convocação a ausência do melhor jogador brasileiro em atividade, algo que parecia impossível de se fazer.

O início do Brasil nas Eliminatórias foi bem ruim, o primeiro gol só saiu no terceiro jogo, quando Raí balançou as redes no empate em 1 a 1 com o Uruguai. A primeira derrota da história havia acontecido na segunda partida, diante da Bolívia, por incríveis 2 a 0, vale citar o empate com o Equador em 0 a 0 na estreia.

Por tanto três jogos, nenhum vitória e apenas um gol marcado, enquanto isso, Romário fazia a festa na Espanha e comandava as vitórias do Barcelona, a torcida brasileira inveja as suas arrancadas e seu faro para balançar as redes e Parreira se via numa sinuca de bico, tinha que ignorar o baixinho que havia tido casos de indisciplina na Seleção. 

Romário Barcelona x Real Madrid
(Foto: Getty Images)

Mas não dava para deixar o baixinho de fora, o homem resolvia. No sufoco, Parreira decidiu dar uma segunda chance a Romário e a própria Seleção Brasileira, mandou buscar o craque que respondeu em grande estilo. Diante de 100 mil pessoas, Romário, de pequena estatura e grande futebol, não só marcou dois gols como brincou com a bola em campo. 

Depois daquilo não havia dúvidas, não tinha como deixar Romário de fora, a Seleção precisa de Romário e a Copa do Mundo também. O pessimismo de outrora seu lugar a esperança, com o Baixinho o Brasil tinha chances e não deu outra.

romario_atacante_1993
(Foto: Getty Images)

De sete jogos na Copa do Mundo, Romário só não marcou contra os Estados Unidos, mas deu assistência para Bebeto, com quem fez, talvez, a maior parceria da história do futebol brasileiro, e na final contra  Itália, onde tentou, tentou mas a bola insistiu em não entrar. 

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Apesar disso, o Romário, que não batia pênaltis, pegou a bola e chamou a responsabilidade na decisão contra os italianos e o roteiro não podia ser diferente, ele converteu a sua cobrança enquanto Baggio, outro grande nome do futebol mundial na época, desperdiçou, a Copa era dele e isso ninguém podia tirar, nem mesmo Parreira, quando pensou em fazer um ano antes. 

Romario Dunga of Brazil
(Foto: Getty Images)

Romário era o cara, provou isso ao classificar a Seleção, ao dar esperança ao torcedor brasileiro, ao brilhar na Holanda, na Espanha, no Brasil, na Copa do Mundo, um atacante que buscava sempre o gol, jamais pensava em jogar para trás, posicionamento impecável, drible, velocidade, inteligência, ele poderia ter feito mais, como o próprio diz, sabia que tinha tempo para isso, mas também quis se divertir.

Depois de 24 anos sem uma Copa, algo que o torcedor brasileiro não admitia, o orgulho estava ferido, a dúvida, a falta de confiança e principalmente o fato de desacreditar numa Seleção que não era tão talentosa como outras, mas Romário foi lá e resolveu, recuperou o Brasil, a torcida, a autoestima e o título, no melhor estilo brasileiro, com categoria, alegria, futebol e irreverência. Parabéns Baixinho, você é eterno. 

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