Quando desembarcou no Japão em 1991 para defender o então Sumitomo Metals, atual Kashima Antlers, Zico encontrou um futebol ainda em fase de profissionalização. Sua chegada ajudou a impulsionar a criação da J.League e mudou a relação do país com o esporte.
O brasileiro virou ídolo nacional, participou da estruturação do Kashima Antlers e mais tarde comandou a seleção japonesa na Copa do Mundo de 2006. Hoje, segue ligado ao clube como diretor técnico e tem até uma estátua em sua homenagem no estádio do Kashima.
Para Zico, o Japão de 2026 é muito mais maduro e competitivo do que as versões que enfrentou no passado. O ex-camisa 10 destacou especialmente o meia Nakamura, apontado por ele como um dos grandes nomes do torneio.
“O Japão evoluiu muito. É um time organizado, competitivo e com jogadores de alto nível. Esse Nakamura, por exemplo, para mim é um dos melhores da Copa até agora. O que ele está jogando é impressionante: dribla para os dois lados, cria, faz gol… está jogando uma barbaridade”, afirmou.
Zico também elogiou a capacidade emocional da equipe japonesa.
“Antes o Japão sofria um gol e se desesperava. Hoje não. O time tem equilíbrio, entende o jogo e continua competindo. Dos 26 jogadores, praticamente todos atuam em ligas importantes da Europa. Isso faz muita diferença.”
Outro nome citado pelo Galinho foi o atacante Ayase Ueda, revelado pelo Kashima Antlers e atualmente no Feyenoord.
“Ele é um artilheiro nato. Foi dele o terceiro gol na vitória sobre o Brasil no amistoso em Tóquio. O Brasil precisa ficar atento porque ele decide jogos”, alertou.