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Uma brecha à espera de Messi... O que a Argentina deve ter em atenção contra a Suíça?

A Argentina enfrentará a Suíça em um dos desafios táticos mais difíceis da Copa do Mundo de 2026. A equipe comandada pelo técnico Murad Yakin chegou às quartas de final com uma identidade muito marcante: uma defesa bem organizada, pouca ousadia com a bola e um esquema de jogo centrado em Granit Xhaka.

Após eliminar a Colômbia nos pênaltis, os suíços também arcarão com o cansaço físico resultante de terem disputado 120 minutos, o que pode dar uma vantagem à equipe de Lionel Scaloni.

  • Como a Suíça joga?

    A Suíça construiu sua estratégia na Copa do Mundo com base na coesão coletiva. Embora geralmente comece com um esquema 4-3-3 ou 4-2-3-1, na maior parte do jogo recorre a uma defesa com cinco jogadores ou a um esquema 4-5-1 extremamente compacto, o que restringe os espaços centrais e obriga o adversário a jogar pelas laterais.

    Essa estrutura defensiva se baseia em Manuel Akanji, responsável por corrigir erros e antecipar brechas na linha defensiva.

    Já no meio-campo ofensivo, Granit Xhaka assume o papel de armador, enquanto Dennis Zakaria traz dinamismo e agressividade na recuperação da bola, de acordo com a análise da rede TYC.

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  • Do que a Argentina deve se precaver?

    O principal fator é Chaka. Todas as jogadas da Suíça partem do seu capitão. Ele define o ritmo do jogo, altera a velocidade da circulação da bola e dá passes para romper as linhas defensivas. Se a Argentina não conseguir neutralizar o papel dele, será fácil para a seleção europeia construir jogadas a partir da defesa.

    Outro aspecto importante é neutralizar Breel Embolo. Sob pressão alta, a Suíça costuma ultrapassar as linhas defensivas e buscar diretamente seu atacante de ponta. O atacante do Mônaco é hábil em jogar de costas para o gol, mantém a posse de bola e permite que o restante da equipe avance várias jardas no campo adversário. As jogadas de bola parada também representam uma ameaça. Fabian Rieder, Chaka e Rubén Vargas são excelentes cobradores de jogadas de bola parada, enquanto Akanji, Nico Elvedi e o próprio Embolo demonstram habilidade nas jogadas aéreas. A Suíça alterna entre cruzamentos para a trave mais próxima e passes longos para aproveitar a força física de seus zagueiros.

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  • Uma brecha à espera de Messi

    Embora a Suíça apresente um sistema defensivo sólido, ela deixa brechas que a Argentina pode explorar. Uma dessas brechas surge quando Ricardo Rodríguez avança para o ataque. Nessas situações, muitas vezes se abre um espaço entre o lateral-esquerdo e Nico Elvedi, especialmente quando o adversário muda rapidamente a direção do ataque ou encontra um passe em profundidade. Lionel Messi consegue explorar esse espaço graças à sua habilidade em passes precisos, assim como Julián Álvarez ou Lautaro Martínez podem aproveitar o espaço atrás dos zagueiros.

    Outro aspecto diz respeito às jogadas de bola parada defensivas. A Suíça tende a exagerar na proteção da área de seis jardas e, em algumas partidas, deixa a grande área aberta para rebotes ou bolas de segunda. A Colômbia conseguiu criar perigo dessa forma nas oitavas de final, e a Argentina conta com atacantes hábeis em finalizar jogadas a partir dessa zona.

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    A lesão de Johan Manzambi obrigou o técnico Yakin a ajustar seu estilo ofensivo. Fabian Rieder tem melhor controle de bola, mas carece da velocidade e da habilidade individual que o jovem jogador demonstrou durante o torneio. Além disso, vários jogadores titulares estão próximos de serem suspensos. Denis Zakaria, Granit Xhaka e Miro Mohaim receberam um cartão amarelo cada, e um segundo cartão amarelo os impediria de participar de uma possível partida da semifinal. Essa situação pode afetar a intensidade de seu desempenho em alguns confrontos individuais.

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  • Uma partida tática... Os três fatores que podem inclinar a balança

    De acordo com a própria rede, o jogo contra a Suíça exigirá paciência. A Argentina terá que movimentar a bola rapidamente para romper a defesa suíça, que se destaca no jogo em profundidade, ao mesmo tempo em que tenta aproveitar o cansaço dos jogadores suíços após a partida de 120 minutos contra a Colômbia. Parece que a pressão sobre Chaka, a capacidade de arrancadas rápidas quando houver espaços e a eficácia nas jogadas de bola parada são os três fatores que podem inclinar a balança em uma partida que promete ser mais tática do que aberta.

    Se a Argentina conseguir impor seu ritmo e atacar os espaços atrás dos zagueiros da Suíça, terá uma boa chance de chegar às semifinais da Copa do Mundo.

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