GettyTreinador de Diego Maradona pede que Lionel Messi deixe a MLS: "Paródia de futebol"
O sonho americano: Messi está nos Estados Unidos desde 2023
Vencedor da Bola de Ouro por oito vezes, Messi está nos Estados Unidos há dois anos e meio. Recentemente, ele concordou com uma extensão de contrato que o levará até 2028. Ele e a esposa Antonela, junto com seus três filhos, estão se sentindo acomodados em Miami.
No entanto, surgiram perguntas - até mesmo pelo próprio Messi - sobre se a vida na MLS o deixará totalmente preparado para outro grande torneio internacional. Isso apesar de Messi ter conquistado a Chuteira de Ouro em 2025 e levado o Inter Miami à final da MLS Cup.
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O calendário do futebol nos Estados Unidos faz com que Messi chegue à Copa do Mundo de 2026 com menos ritmo competitivo do que seus rivais — que, na Europa, terão encarado mais uma temporada pesada, cheia de jogos domésticos e continentais.
Signorini, o lendário ex-preparador físico da seleção argentina que ajudou a transformar Maradona em campeão mundial, disse ao Super Deportivo Radio o que Messi precisa fazer: "Leo precisa priorizar a Copa do Mundo. Ele está preso nessa máquina infernal de recordes que eu não sei qual é o sentido, porque o que ele está fazendo agora [no Inter Miami] não é futebol, é uma paródia de futebol."
Messi representará a Argentina na Copa do Mundo de 2026?
Há quem especule que Messi poderia buscar um empréstimo para manter o ritmo longe do Inter Miami. Um retorno emocionante ao Barcelona já foi minimizado, mas os rumores continuam rondando.
Mesmo que esse “plano tampão” não se concretize, Signorini acredita que Messi precisa se afastar um pouco da bolha esportiva de Miami. Ele explicou: “A três meses da Copa, ele deveria tirar pelo menos um mês com a família para desintoxicar e voltar com a fome que a ausência certamente vai provocar, mas é fundamental priorizar o Mundial e não achar que precisa jogar todos os minutos de todos os jogos.”
Messi, por sua vez, evitou confirmar 100% sua participação na Copa de 2026 e, em entrevista ao SPORT, admitiu sua preocupação em chegar no auge físico e competitivo a um torneio que exige tudo de um jogador: “Não quero ser um peso, por assim dizer. Quero me sentir bem fisicamente, ter certeza de que posso ajudar e contribuir. Nossa temporada é diferente da europeia. Vamos ter uma pré-temporada no meio, com poucos jogos antes da Copa, então vamos vendo dia após dia se realmente me sinto fisicamente apto para estar onde quero e poder participar.
“Mas, claro, sei que é uma Copa do Mundo, algo especial, e que é a maior competição que existe. Então, estou animado, mas vivendo um dia de cada vez.”
Getty/GOALMaradona, Messi e Cristiano: o debate sobre o melhor de todos os tempos
A expectativa é que Messi faça parte dos planos de Lionel Scaloni quando o principal torneio da Fifa desembarcar nos Estados Unidos, Canadá e México. E Signorini torce para que isso aconteça, já que, assim como Maradona, Messi está entre os poucos jogadores no planeta capazes de realmente emocionar e entreter.
Falando sobre o talento quase sobrenatural do camisa 10, que permitiu que ele reescrevesse a história do futebol ao longo de uma carreira repleta de recordes, Signorini afirmou: “Não existem mais artistas no mundo do futebol. O que restam são atletas que praticam o esporte. Um artista te comove; um atleta, dificilmente.”
A declaração pode ser interpretada como uma cutucada no rival eterno, Cristiano Ronaldo, cuja grandeza é frequentemente atribuída ao trabalho incansável e à força de vontade, enquanto Messi é visto como dono de um talento mais “natural”. A dupla segue alimentando debates acalorados na discussão sobre quem é o verdadeiro melhor de todos os tempos — conversa que, claro, também inclui Maradona, o herói de 1986.