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Torcedor perde dedos e apanha em ataque com fogos de artifício durante jogo do Campeonato Italiano

O torcedor responsável pela explosão teria perdido vários dedos após um segundo artefato detonar em sua mão e agora enfrenta prisão imediata assim que receber alta do hospital. Os jogadores da Inter se recusaram a saudar a Curva Nord após a partida, em protesto contra a violência.

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  • Torcedor "lobo solitário" mutilado após defeito no dispositivo explosivo

    As cenas aterrorizantes se desenrolaram apenas três minutos e doze segundos após o início do segundo tempo no San Siro. Com o reinício da partida, um rojão foi lançado do lado da torcida da Inter, explodindo violentamente a poucos centímetros do goleiro do Cremonese, Emil Audero. O jogador de 27 anos, que passou a última temporada emprestado à Inter, caiu no chão, visivelmente atordoado pela forte explosão.

    Enquanto a equipe médica atendia o goleiro abalado, uma cena macabra se desenrolava nas arquibancadas. Segundo o Corriere della Sera, o autor do ataque, identificado como um "lobo solitário" e não como membro dos grupos de Ultras organizados, tentou manusear um segundo artefato explosivo. O rojão detonou prematuramente em sua mão, resultando na perda de dois ou três dedos. 

    O caos não terminou aí. Num ato brutal de repressão policial interna, o homem ferido foi supostamente atacado e espancado por outros torcedores na Curva Nord, antes de ser finalmente retirado para receber atendimento médico. Ele foi hospitalizado sob custódia policial e espera-se que seja formalmente preso assim que receber alta.

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    Estrelas da Inter confrontam Ultras e evitam saudação pós-jogo

    A explosão provocou uma reação imediata e furiosa dos jogadores da Inter. Figuras importantes, incluindo Federico Dimarco, Lautaro Martínez e Alessandro Bastoni, correram para verificar o estado de seu ex-companheiro de equipe, Audero, oferecendo desculpas pelo comportamento de seus torcedores.

    Visivelmente irritados, os jogadores gesticulavam descontroladamente em direção às arquibancadas, exigindo uma explicação para a agressão. Christian Chivu, ex-zagueiro da Inter e agora membro da comissão técnica, também se aproximou da Curva, aparentando estar abalado e discutindo com a torcida.

    Em uma quebra significativa de tradição, o elenco da Inter decidiu coletivamente não fazer a tradicional saudação à Curva Nord após a vitória. O zagueiro Alessandro Bastoni explicou que a decisão foi uma manifestação contra a violência. 

    "Havia muita preocupação com a saúde de Emil", disse Bastoni. "Certamente não pensamos em sanções relacionadas ao resultado; isso não seria correto nem humano. São coisas que jamais devem acontecer. Foi uma escolha (não saudar os torcedores) porque certas coisas não devem existir no mundo em geral. Já existe tanta violência por aí todos os dias, e queremos transmitir uma competitividade saudável."

  • Marotta exige justiça enquanto Audero é elogiado por profissionalismo

    O presidente da Inter, Beppe Marotta, rapidamente condenou o incidente, distanciando os valores do clube das ações do indivíduo envolvido. Embora a partida não tenha sido suspensa, a diretoria do clube ficou constrangida com o episódio, que ocorreu na presença do presidente da liga, Ezio Simonelli.

    "Gostaria de repudiar e condenar veementemente um gesto insensato que nada tem a ver com os valores do esporte", declarou Marotta. "As autoridades estão investigando; parece ter sido um ato isolado e o responsável será identificado. No entanto, a condenação deve ser explícita e completa."

    Marotta também aproveitou a oportunidade para elogiar Audero, que conseguiu se recuperar e terminar a partida apesar do choque da explosão. "O profissionalismo de Audero deve ser enfatizado; ele se levantou imediatamente e terminou o jogo", acrescentou o presidente.

  • US Cremonese v FC Internazionale - Serie AGetty Images Sport

    A ameaça de fechamento de San Siro paira sobre o confronto com a Juventus

    As repercussões da violência de sábado podem se estender ao gramado na próxima partida do Inter em casa. O clube agora se prepara para uma decisão disciplinar do juiz esportivo, com uma multa provável de até 50 mil euros. No entanto, o maior temor é o fechamento parcial do estádio.

    As regras de responsabilidade objetiva da Série A significam que a Curva Nord pode ser obrigada a fechar para o próximo jogo em casa na primeira divisão italiana, que por acaso é o Derby d'Italia contra a arquirrival Juventus. Tal proibição privaria a Inter de seu apoio mais fervoroso em um dos confrontos mais importantes do calendário.

    O clima nas arquibancadas já estava tenso antes da explosão. Os torcedores exibiam uma faixa que parecia protestar contra a Oaktree, proprietária do clube, com os dizeres: "Nas vitórias e nas adversidades, técnico e time, estamos ao seu lado" – uma mensagem que excluía explicitamente a diretoria. No entanto, o "ato insensato" que se seguiu desviou completamente o foco dos protestos corporativos para a violência criminosa, deixando o clube para arcar com as consequências.

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